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Vista de fora, economia brasileira voa em céu de brigadeiro

© Marcello Casal/Agência BrasilMoody´s melhora perspectiva de rating do Brasil
Moody´s melhora perspectiva de rating do Brasil - Sputnik Brasil
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Embora mantendo o rating do Brasil dois degraus abaixo do grau de investimento desde fevereiro do ano passado, a agência de classificação de risco Moody´s elevou de negativa para estável a nota de rating do país, sinalizando que a classificação da dívida pública brasileira não corre o riso de ser rebaixada a qualquer momento.

Em nota, a agência justifica a mudança de postura pelo fato de que "as condições macroeconômicas estão se estabilizando, enquanto a economia apresenta sinais de recuperação, com inflação em queda e cenário fiscal mais claro". Apesar de ressaltar a melhoria do clima para aprovação das reformas, a Moody´s adverte que ainda persiste o risco de a instabilidade política comprometer as mudanças desejadas pelo governo, como a da Previdência Social. Duas outras agências de avaliação de risco, a Standard&Poor´s e a Fitch, também mantêm o Brasil abixo do grau de investimento.

Na avaliação de José Valter, diretor da RC Consultores, a reavaliação da expectativa da Moody´s é uma boa notícia, embora não signifique que a agência vá voltar a classificar o pais como grau de investimento tão cedo.

"A gente não encontra as condições que ela alega. Lá atrás, ela diminuiu (o rating) para o grau mínimo de investimento, depois diminuiu em dois degraus e ainda deixou em perspectiva negativa. O que ocorreu naquela ocasião acho que foi demasiado, já não caberia naquela altura colocar em perspectiva negativa. Ao observar o que se tinha antes e o que se tem hoje, a economia apresenta um outro desenvolvimento, ainda que ela não indique nada que possa nos levar de volta ao grau de investimento. Estamos muito longe disso para falar a verdade. É um excesso de otimismo desnecessário", avalia o diretor da RC Consultores.

Para José Valter, a Moody´s está apenas acompanhando o que o mercado está achando: o grau de risco do Brasil já foi modificado, ele é menor do que antes. Apesar disso, ele observa que a relação dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) ainda é muito elevada, só devendo ser controlada daqui a alguns anos. O governo também talvez tenha que aumentar os impostos para poder cumprir com o déficit primário deste ano de R$ 149,6 bilhões (sem contar os juros da dívida).

"A Moody´s já estava com uma nota errada lá atrás, quando ela achava que o Brasil era investment grade. Todas (as agências) disseram isso e, na verdade, não era, não observaram indicadores importantes que já se apresentavam naquela ocasião."

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Outra especialista que concorda com a mudança de avaliação da Moody´s é Juliana Inhaz, professora de Economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) de São Paulo. Para ela, no entanto, a percepção da melhora para os brasileiros ainda é não é tão visível, uma vez que a economia ainda está em recessão.

"A Moody´s já começa a enxergar de uma forma mais ampla que as condições aqui melhoraram e isso faz com que os investidores externos percebam essas melhorias. Na verdade, a gente só mudou um pouco a perspectiva que a Moody´s tinha. Bom mesmo só fica quando a gente sair dessa faixa de risco", diz Juliana, observando que a mudança de postura da Moody´s deve estar sendo acompanhada pela S&P e a Fitch, o que pode levar a reavaliações também por parte dessas agências, embora isso não signifique melhora do grau de investimento.


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