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Cientistas russos aumentarão vida útil de satélites em órbita

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Cientistas e engenheiros russos começaram a criação de uma base de elementos microfotônica, o que permitirá aumentar "em várias vezes" a vida útil de aparelhos espaciais.

Os primeiros trabalhos de pesquisa está programado para terminar em 2018, disse aos jornalistas na quarta-feira (15) o serviço de imprensa do consórcio Sistemas Espaciais da Rússia (RKS, sigla em russo).

"Os especialistas do RKS começaram a criar a carga dedicada e os sistemas de serviço dos aparelhos espaciais com base na tecnologia revolucionária de microfotônica. Ela vai mudar a economia do espaço — com a redução do custo, as possibilidades, confiabilidade e tempo do serviço dos ‘satélites microfotônicos' vão aumentar em várias vezes", diz o comunicado.

De acordo com o vice-diretor-geral do RKS para a Ciência Aleksei Romanov, o roteiro para desenvolvimento da microfotônica já foi criado. "Nós pretendemos obter os primeiros resultados já em 2018-2020", são as palavras de Romanov citadas no comunicado.

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Espera-se que por nessa altura também esteja completado o desenvolvimento do equipamento de sensores e transformação de sinais com base em sensores fotônicos, na base de componentes fotônica para a indústria espacial e em metamateriais de nanoengenharia.

Foi referido que as tecnologias fotônicas têm baixa perda de energia durante a transmissão de sinais e poderão vir a substituir a microelectrônica. A realização de tais projetos "vai mudar o atual entendimento de veículos espaciais e suas capacidades", espera o RKS.

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Assim, a velocidade de recebimento, processamento e transmissão de sinais de rádio e micro-ondas com a aplicação dos novos desenvolvimentos pode aumentar de 20 a 200 vezes em relação ao nível atual. Além disso, será possível reduzir significativamente as dimensões totais e o peso do sistema espacial. A aplicação da tecnologia fotônica irá reduzir o peso total das linhas de sinal da sonda em pelo menos 20 vezes. Esta nova geração de dispositivos vai consumir menos energia e estará mais protegida contra os efeitos da interferência eletromagnética e radiação cósmica. Como resultado, a vida média em serviço do satélite na órbita da Terra vai aumentar em 1,5-2 vezes.

No futuro, o desenvolvimento de tecnologias fotônicas permitirá realizar tais projetos como a criação de linhas de comunicação laser "satélite-satélite" e "satélite-Terra", acelerômetros ópticos e pequenas antenas a partir de metamateriais.

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