'Brexit sem acordo com a União Europeia seria desastroso para o Reino Unido'

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No dia 13 de março, parlamentares britânicos vão se reunir para apresentar um projeto de lei pedindo à primeira-ministra Theresa May, que invoque o artigo 50 do Tratado de Lisboa. O fracasso em chegar a um acordo com o bloco, porém, terá "consequências desastrosas" para o Reino Unido.

Os parlamentares estão se reunindo para as etapas finais do projeto de lei do Artigo 50 após a Câmara dos Lordes travar os planos do governo britânico para o Brexit, acrescentando uma emenda exigindo que o governo se comprometa a proteger os direitos dos trabalhadores da UE no Reino Unido.

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O governo queria que o projeto fosse aprovado pelo Parlamento em sua forma simples, sem qualquer emenda, pois queria incluir todas as opções nas negociações com Bruxelas sobre o novo relacionamento da Grã-Bretanha no pós-Brexit. No entanto, os Lordes insistiram em mudanças importantes no projeto de lei.

Isto inclui uma emenda que permite ao Parlamento ter a palavra final sobre os termos da relação da Grã-Bretanha com a UE pós-Brexit, o que significa que, teoricamente, se a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes não acreditarem que o acordo negociado é bom para Grã-Bretanha, é possível rejeitá-lo.

A Grã-Bretanha cairá então para fora da UE sem qualquer acordo quanto às futuras relações comerciais com o bloco. Especialistas dizem o país então deve usar as regras da Organização Mundial do Comércio.

Anand Menon, professor de Política Européia e Relações Exteriores do Kings College de Londres twittou:

​A inexistência de um acordo para o Artigo 50 terá consequências ruinosas em termos de reputação no Reino Unido e as relações com a UE por um longo tempo.

No entanto, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, discordou.

"Não acho que as conseqüências de nenhum acordo sejam tão apocalípticas quanto algumas pessoas gostam de dizer", disse ele ao Peston no programa de TV do domingo.

​Espera-se que a Câmara dos Comuns rejeite as alterações dos dois Lordes — sobre os direitos dos cidadãos da UE e uma votação final, 13 de março — e o projeto de lei será então aprovado pelos Lordes e será aprovado até o fim do dia. Theresa May deve, em seguida, acionar o artigo 50 e as negociações começarão.

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