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Turquia recorrerá ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos após escândalo na Holanda

© AFP 2021 / ADEM ALTAN Presidente turco Recep Tayyip Erdogan discursa na cerimônia de entrega de prêmios em Ancara, Turquia, 3 de novembro de 2016
Presidente turco Recep Tayyip Erdogan discursa na cerimônia de entrega de prêmios em Ancara, Turquia, 3 de novembro de 2016 - Sputnik Brasil
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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, prometeu recorrer ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos após o escândalo diplomático com a Holanda, informou a agência Reuters.

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Segundo a agência, Erdogan ameaçou adotar sanções diplomáticas contra os Países Baixos e "prometeu recorrer ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos após a proibição das apresentações dos ministros de Ancara" na Holanda.

No sábado passado, as autoridades da Holanda não permitiram a aterrissagem da aeronave com o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, que planejava participar de uma manifestação em Roterdã. O ministro planejava informar os cidadãos turcos naquele país das alterações constitucionais, que serão votadas durante o referendo, a ser realizado no dia 16 de abril na Turquia.   

A ministra turca da Família e Assuntos Sociais, Fatma Betul Kaya, também tentou participar da manifestação nos Países Baixos. As autoridades holandesas, entretanto, interceptaram o veículo que transportava a ministra, que foi obrigada a abandonar os Países Baixos rumo à Alemanha, sob escolta policial, depois de esperar por uma hora a permissão para entrar no consulado turco em Roterdã.

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Erdogan prometeu adotar medidas em resposta às ações das autoridades holandesas. O ministério das Relações Exteriores da Turquia declarou que o embaixador da Holanda em Ancara, atualmente de férias, estaria proibido de retornar ao país. Já o ministro das Relações Exteriores, Mevlut Cavusoglu, ao discursar em Metz, na França, classificou a Holanda de "capital do fascismo".

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