Guerra da Coreia 2.0? Como inteligência dos EUA planeja eliminar ameaça norte-coreana

© Sputnik / Ilia Pitalev / Abrir o banco de imagensKim Jong-un durante a comemoração dos 60 anos do fim da Guerra das Coreias, em 2013 (foto de arquivo)
Kim Jong-un durante a comemoração dos 60 anos do fim da Guerra das Coreias, em 2013 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Os recentes testes de mísseis balísticos de Pyongyang somente contribuem para o plano altamente classificado dos EUA para eliminar Kim Joung-un se torne realidade, diz o especialista em assuntos internacionais americano Michael Peck.

Em seu artigo para a revista The National Interest, o autor aponta que "o líder imprevisível da Coreia de Norte, Kim Jong-un, tem muitas maneiras de travar uma guerra", mas pode "acabar assassinado pelas forças especiais dos EUA ou da Coreia do Sul, ou enterrado em seu bunker por uma bomba antibunker".

"A Coreia de Norte poderia se converter em um Estado sem autoridade, com seu líder decapitado com ataques precisos", detalhou o jornalista.

Embora o plano, batizado como OPLAN 5015, se mantenha em segredo, alguns detalhes dele se infiltraram na mídia japonesa e sul-coreana. Deste modo, segundo informa a imprensa, em 2015, Washington adotou um novo enfoque quanto ao velho problema de como "lutar contra uma Coreia do Norte belicosa e seu enorme arsenal de armas convencionais e não convencionais".

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Anteriormente, se esperava que uma nova guerra na península fosse semelhante à primeira — quer dizer, uma guerra convencional em grande escala na qual as forças americanas parariam o inimigo antes de contra-atacá-lo, observou Michael Peck.

Não obstante, o OPLAN 5015 supostamente estará adaptando o foco ao século XXI, ou seja, em guerra limitada, forças especiais e armas de precisão. Seu objetivo principal poderia consistir em "consolidar vários planos de guerra antigos, minimizar vítimas, bem como se preparar para a possibilidade de que o governo norte-coreano possa sofrer um colapso".

"O mais importante é que o OPLAN 5015 prevê a possibilidade de um ataque preventivo contra a Coreia do Norte", esclareceu.

Os "ecos do OPLAN" já podem ser observados nos exercícios conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul designados Foal Eagle 2017, que contam com a participação de mais de 300 mil militares durante dois meses de treinamento e simulação computorizada.

De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, "as forças conjuntas também realizarão seu novo plano operacional em 4D, que especifica as operações militares preventivas dos aliados para detectar, interromper, destruir e se defender contra o arsenal nuclear e de mísseis da Coreia do Norte".

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Entretanto, apesar de que o novo plano não se focar em uma guerra total, os ataques preventivos "podem se transformar de uma pequena escaramuça em uma guerra de grande escala", argumenta o autor. Além disso, caso haja um conflito militar na península, a Coreia do Sul "não terá o controle militar operacional", prosseguiu.

"Se isto implica que os soldados sul-coreanos se envolvam principalmente em uma guerra no terreno, enquanto os militares dos EUA prestem apoio naval e aéreo, o plano tem que ser reconsiderado", concluiu o jornalista.

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