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Moscou põe a nu 'duplos padrões' na investigação do uso de armas químicas em Mossul

© AFP 2021 / Ammar al-ArbiniUm especialista das Nações Unidas recolha amostras de solo para investigação do suposto uso das armas químicas na Síria
Um especialista das Nações Unidas recolha amostras de solo para investigação do suposto uso das armas químicas na Síria - Sputnik Brasil
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O Ministério da Defesa russo está surpreendido com a inação da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) em relação ao uso das substâncias tóxicas pelos terroristas do Daesh na cidade iraquiana de Mossul, declarou o representante oficial do órgão, general-major Igor Konashenkov.

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"A série de ataques com armas químicas efetuados contra a população civil pelos terroristas do Daesh em Mossul passou surpreendentemente despercebida para a comunidade ocidental", disse o militar.

Ainda mais surpreendente, segundo Konashenkov, é a "indiferença quanto a estes fatos por parte da Organização para a Proibição de Armas Químicas, que nem sequer empreendeu quaisquer tentativas para enviar seus peritos ao lugar do acidente, nem condenou oficialmente" estes ataques.

Bagdá, por sua parte, negou que o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) tenha utilizado armas químicas em Mossul apesar de que a Cruz Vermelha, em um comunicado, afirmou que este tipo de armas tinha realmente sido usado.

Ademais, o militar russo denunciou a política de duplos padrões da OPAQ em relação à Síria. Vale destacar que a organização passa meses examinando dados sobre o uso de substâncias tóxicas em Aleppo e às vezes apresenta como corretas as informações que surgem nas redes sociais sobre o alegado uso de armas químicas por Damasco, constatou Konashenkov.

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O general-major russo qualificou de "escandalosamente lento" o estudo da OPAQ das amostras de solo recolhidas pelos especialistas russos em Aleppo no outono passado, sendo que estas, na opinião de especialistas russos, confirmam o uso das armas químicas pelos radicais.

O oficial assinalou que desde então "somente houve algumas solicitações adicionais por parte da OPAQ […], não havendo nenhum resultado concreto".

"É surpreendente que a OPAQ não tenha realizado uma análise igualmente minuciosa tal como analisou os testemunhos de ‘ativistas' de toda a natureza que, sem qualquer base, acusaram as autoridades sírias de usarem armas químicas, e logo os considerou fidedignos", disse Konashenkov.

De acordo com o representante oficial do Ministério da Defesa russo, chegou a hora de a OPAQ "revisar sua metodologia" no que diz respeito à Síria.

Anteriormente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que ao menos 12 pessoas, entre elas mulheres e crianças, recebem tratamento em um hospital da cidade iraquiana de Erbil (Norte), após terem sido expostas a substâncias tóxicas em Mossul. Desde então, a quantidade dos afetados se elevou para 15 pessoas.

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