'Eles não são nossos inimigos': pilotos da França descrevem encontros com russos

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Pilotos do esquadrão de ataque francês "Cigognes" (Cegonhas) cuja missão principal é patrulha, vigilância, controle e identificação de aeronaves no espaço aéreo europeu, contaram sobre seus encontros com caças russos.

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Os pilotos dos caças multifuncionais Mirage 2000-5F contaram sobre os encontros com caças russos. No dia 9 de fevereiro, eles levantaram voo para escoltar dois bombardeiros Tu-160 (chamados de Cisne Brancos pelos pilotos franceses).

Os aviões russos voaram perto da costa ocidental da Irlanda, mas "em nenhum ponto entraram no espaço aéreo do Reino Unido".

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Quatro dos seus aviões Mirage recentemente voltaram de uma missão de patrulha da Lituânia, realizada no âmbito da OTAN. Segundo os pilotos, durante os últimos 4 meses, o alarme soou 23 vezes para realizar "missões de vigilância, controle e identificação".

Os pilotos cuidadosamente evitaram usar a palavra "intercepção", referindo-se à prática como "escolta", pois os aviões russos "não violaram o espaço aéreo dos países bálticos", disse o coronel Isaac Diakité, comandante do destacamento.

"Tiramos fotografias e os russos também. De vez em quando nos cumprimentávamos à distância. Cada um faz seu trabalho", disse outro piloto francês.

"A coisa mais importante é manter a cabeça fria", disse um dos pilotos franceses. "Os russos não são nossos inimigos. Eles estão aqui? Pois, nós também estamos", acrescentou.

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"Às vezes armados, outras vezes não", disse o coronel Diakité, explicando que sempre voavam pelo corredor aéreo que liga o norte da Rússia com Kaliningrado.

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