Premiê russo faz advertência à Bielorrússia

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O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, fez lembrar Minsk sobre a possibilidade de cobrar preços europeus do gás.

Durante a reunião do Conselho Intergovernamental da Eurásia, realizada em 7 de março em Bishkek, Quirguistão, o chefe do governo russo, Dmitry Medvedev, assinalou que os preços do gás fornecido pela Rússia aos países-membros poderiam ser muito superiores.

"Vamos falar sinceramente e sem ofensas: se alguns dos países aqui presentes não fizessem parte da nossa união, ou, imaginemos, saíssem da união, eles comprariam o gás a preços europeus, ou seja, a 200 dólares por 1 mil metros cúbicos. Ponto final! Não é preciso provar nada, nem fazer exercícios de cálculo. Tudo seria significativamente muito mais caro", frisou o primeiro-ministro russo.

Além da Rússia, a UEE inclui a Bielorrússia, o Cazaquistão, a Armênia e o Quirguistão. Entretanto, somente os bielorrussos se mostram descontentes com o preço do gás. Por isso, as declarações de Medvedev parecem ser uma advertência inequívoca à Bielorrússia, opina Aleksei Topalov, autor do artigo para o diário Gazeta.ru. Já faz um ano que a Bielorrússia tem tentado reduzir os preços de gás que compra à Rússia e até os modificou de maneira unilateral, o que conduziu às atuais tensas relações entre Moscou e Minsk.

Atualmente, a Rússia e a Bielorrússia estão discutindo os preços do combustível. O desacordo se iniciou no início do ano passado, quando a parte bielorrussa mudou de maneira unilateral os termos de acordo sobre os preços do gás russo: começou a pagar 73 dólares por 1 mil metros cúbicos em vez dos 132 dólares determinados pelo contrato.

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Minsk argumenta suas ações pelo fato de que, no quadro da UEE, a Bielorrússia deveria receber o gás a preços do mercado interno russo. Em várias ocasiões, Minsk prometeu pagar a dívida caso os preços fossem revisados, mas nenhuma destas coisas acabou por ser posta em prática.

O primeiro vice-presidente do Centro de Tecnologias Políticas da Rússia, Aleksei Makarkin, assegura que toda a retórica relacionada com o petróleo e gás no diálogo entre a Rússia e a Bielorrússia é, de fato, uma simples negociação e regateio e que ninguém realmente tenciona sair da UEE.

Segundo o analista, a posição da Rússia é mais forte, já que ela pode se dar ao luxo de perder tempo devido a sua economia ser maior que a da Bielorrússia e ao fato de que o "milagre econômico bielorrusso" foi possível em grande medida graças ao apoio da Rússia.

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