EUA rejeitam proposta chinesa para compromisso de mísseis com Coreia do Norte

© AFP 2022 / JUNG YEON-JESoldados sul-coreanos e norte-americanos durante exercícios conjuntos na cidade de Pohang, Coreia do Sul, 6 de julho de 2016
Soldados sul-coreanos e norte-americanos durante exercícios conjuntos na cidade de Pohang, Coreia do Sul, 6 de julho de 2016 - Sputnik Brasil
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EUA se revelam incapazes de reagir construtivamente à iniciativa da China que propôs que a Coreia do Norte suspenda os lançamentos de mísseis e o desenvolvimento do programa nuclear em troca da suspensão dos exercícios militares dos EUA e Coreia do Sul.

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O compromisso foi proposto pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na quarta-feira (8). O político expressou a convicção que este é o único caminho para resolução do problema a longo prazo.

O porta-voz interino do Departamento de Estado dos EUA Mark Toner declarou, num briefing em 8 de março, que a proposta da China "trata de coisas absolutamente diferentes".

O especialista do Instituto de Pesquisas Estratégicas da Rússia Ajdar Kurtov pensa que tal declaração significa que a situação se pode agravar no futuro.

"O novo presidente dos EUA parece ter decidido que agora é preciso experimentar medidas mais duras – demonstrar a força militar. Isto inclui tanto exercícios militares como o envio de navios de guerra adicionais para a região da Península Coreana", disse o especialista.

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Entretanto, Washington considera todas as variantes de ações de resposta à ameaça do programa nuclear da Coreia do Norte, comunicou a representante permanente dos EUA na ONU, Nikki Haley, no dia 8 de março.

Se o conflito se agravar, os EUA podem realizar ataques pontuais contra os locais onde estão estacionados os sistemas de mísseis da Coreia do Norte e onde estão sendo desenvolvidas as armas nucleares.

Outro especialista, Konstantin Asmolov do Instituto do Extremo Oriente, também considera que a situação vai apenas se agravar:

"A questão principal é a instalação do THAAD. Isto agrava a situação mais do que os lançamentos de mísseis pela Coreia do Norte. Assim, a Coreia do Sul [onde o THAAD está colocado] já fica envolvida no conflito. Se surgir a ameaça de confrontação entre os EUA e a China […] a China vai atacar o território da Coreia do Sul", disse.

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O especialista da Academia Diplomática da China Ren Yuanzhe também compartilhou suas ideias sobre essa questão:

"O mecanismo de conversações entre seis partes foi completamente interrompido, agora resta apenas o sistema de consultas e a pressão da aliança dos EUA, Japão e da Coreia do Sul", disse.

Segundo o especialista, tudo isso força a Coreia do Norte a realizar mais ações provocatórias. O diálogo entre os EUA e a Coreia do Norte a breve prazo é muito pouco provável. A instalação do THAAD abala a estabilidade estratégica da Ásia do Nordeste, afundando até ao ponto mais baixo as relações entre a China e a Coreia do Sul.

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