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Entre amigos: FHC defende Aécio Neves após sétima citação na delação da Lava Jato

© Marcos Oliveira/ Agência Senado/ FotosPúblicasAécio Neves, citado nas gravações das conversas entre Romero Jucá e Sérgio Machado como o "primeiro a ser comido" caso a Lava-Jato prosseguisse
Aécio Neves, citado nas gravações das conversas entre Romero Jucá e Sérgio Machado como o primeiro a ser comido caso a Lava-Jato prosseguisse - Sputnik Brasil
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Após o senador Aécio Neves (PSDB) ser citado pela sétima vez nas delações da Odebrecht na última quinta-feira (2), o ex-presidente Fernando Hernique Cardoso (FHC) saiu em defesa do tucano, afirmando que acusações são "notícia alternativa".

Segundo relato da delação divulgado na última quinta-feira, o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, afirmou que construtora repassou dinheiro por meio de caixa 2 para abastecer campanhas de políticos do PSDB, e que Aécio Neves teria pedido 15 milhões de reais no final do primeiro turno da campanha eleitoral de 2014. 

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Após a veículação da notícia na mídia, FHC publicou uma nota criticando a imprensa e defendendo Aécio Neves. 

"Parte do noticiário de hoje sobre os depoimentos da Odebrecht serve de sinal de alerta. Ao invés de dar ênfase à afirmação feita por Marcelo Odebrecht, de que as doações à campanha presidencial de Aécio Neves, em 2014, foram feitas oficialmente, publicou-se a partir de outro depoimento que o senador teria pedido doações de caixa dois para aliados", diz FHC. 

O ex-presidente afirmou que o senador "não fez tal pedido" e "o depoente não fez tal declaração em seu depoimento ao TSE". 

​"Ademais, independentemente do noticiário de hoje tratar como iguais situações diferentes, não é o caminho para se conhecer a realidade e poder mudá-la", diz a nota. 

"A desmoralização de pessoas a partir de 'verdades alternativas' é injusta  e não serve ao país. Confunde tudo e todos", acrescenta.

Cardoso afirmou também que "a palavra de um delator não é prova em si, apenas um indício que requer comprovação". 

O valor mencionado por Marcelo Odebrecht coincide com a planilha da da construtora apreendida pela Lava Jato que revela um repasse de 15 milhões de reais de propina para Aécio Neves, apelidado na planilha de "mineirinho'.

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