Procurador-geral dos EUA se recusa a investigar campanha presidencial de Donald Trump

© REUTERS / Mike SegarO atual procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, ao lado de Donald Trump, na Trump Tower, em Nova York, em 7 de outubro de 2016
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Em meio a acusações de ligação com o embaixador russo em Washington, o procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, que não pretende participar de nenhuma investigação envolvendo a campanha de Donald Trump à presidência dos EUA, que, segundo opositores, teria sofrido influência de Moscou.

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"Durante as últimas semanas, tive reuniões com altos funcionários do departamento para discutir se deveria ou não me recusar (a participar) de qualquer assunto decorrente da campanha pela presidência dos Estados Unidos", afirmou o ex-senador republicano. "Após concluir esses encontros, hoje, decidi me manter de fora de qualquer investigação existente ou futura sobre qualquer questão relacionada às campanhas", acrescentou. 

Recentemente, o Washington Post relatou que Sessions mantinha contatos com o embaixador da Rússia nos EUA, Sergei Kislyak, quando ocupava o posto de senador, fato que ele teria ocultado durante audiências no Congresso, mesmo depois de questionado especificamente sobre esse assunto. Em resposta, a assessoria do agora procurador disse que ele foi questionado, na verdade, sobre "contatos de representantes de Trump com os russos" durante a corrida pela Casa Branca e que o encontro com Kislyak não teve a ver com a eleição, foi apenas parte de uma série de reuniões, com embaixadores de 25 países, para debater questões diversas da agenda internacional. 

"A ideia de que eu fiz parte de uma troca de informações contínua, durante a campanha, entre os representantes de Trump e os intermediários do governo russo é totalmente falsa", garantiu o político.

Sessions deixou claro que o anúncio de recusa feito por ele hoje não deve ser recebido como uma confirmação das suspeitas de que há uma investigação em curso sobre os possíveis laços entre a campanha de Donald Trump e o Kremlin. 

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