Presidenciável François Fillon recusa sair da corrida eleitoral francesa

© REUTERS / Benoit TessierPresidenciável François Fillon durante uma coletiva de imprensa em Paris
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O presidenciável francês François Fillon, do partido Os Republicanos, anunciou na quarta-feira (01) que não pretende abandonar a corrida presidencial, apesar das acusações de peculato e de uso indevido de fundos públicos. Ele é acusado de efetuar pagamentos a familiares, que ocupavam vagas de trabalho fictícias.

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"Sim, serei candidato à presidência", informou Fillon aos jornalistas.

Fillon confirmou ter sido intimado a comparecer no tribunal em 15 de março, data em que o candidato poderá enfrentar acusações.

"Não admito as acusações. Eu não desperdicei recursos estatais", declarou Fillon.

"O meu advogado me avisou que fui chamado ao tribunal em 15 de março para apresentação de acusações", declarou Fillon ao destacar que os eleitores decidirão quem será o próximo presidente da França.

Antes, o jornal Figaro, citando fontes no partido Os Republicanos, havia informado que François Fillon poderia desistir da participação das eleições presidenciais francesas.

A questão do sucessor do ex-chefe do governo ainda não foi resolvida. Segundo a edição, Fillon está pronto para oferecer o seu cargo ao ex-premiê Alain Juppé, mas o ex-presidente Nicolas Sarkozy se opôs a isso.

Na quarta-feira (01) os investigadores chamaram Fillon para ser interrogado a respeito do caso do emprego da sua mulher Penelope.

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O presidenciável francês chamou atenção para o fato de que a investigação contra ele e sua mulher se realizar com violação das normas legais.

Na opinião do político, é de propósito que as autoridades tentam impedir sua candidatura à presidência da França.

"Isto é um assassinato político", declarou Fillon.

Alguns analistas acreditam que, nestas condições, François Fillon é incapaz de participar da corrida presidencial.

De acordo com uma recente pesquisa, o candidato dos Republicanos aparece em terceiro lugar com 20% das intenções de voto, perdendo para o candidato independente Emmanuel Macron (58% das intenções de voto) e a líder da extrema-direita, Marine Le Pen (42%).

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