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Abertos os envelopes, faturamento do carnaval é rebaixado

© Tomaz Silva / Agência BrasilVendedor curtindo o movimento de foliões no Bloco das Carmelitas, no bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro
Vendedor curtindo o movimento de foliões no Bloco das Carmelitas, no bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro - Sputnik Brasil
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O carnaval acabou e deixou como sempre boas e más lembranças. Para o comércio, o balanço não é dos melhores: recuo de 6% em relação ao período de 2016, com negócios de R$ 5,8 bilhões, dos quais R$ 2,5 bilhões no Rio e R$ 1,5 bilhão em São Paulo, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Apesar do grande afluxo de turistas ao Rio — de outubro até o fim deste mês, a previsão é de que 93 navios desembarcarão na cidade 350 mil pessoas que deixarão aqui US$ 105 milhões —, apenas os setores ligados diretamente ao turismo têm o que comemorar. Para o comércio em geral, os dias parados de carnaval não sinônimo de festa. O levantamento da CNC não considerou apenas a movimentação de turistas, mas toda a movimentação financeira de setores que também atendem aos turistas, como o setor de hospedagem, de transporte aéreo, terrestre e marítimo, serviços de alimentação como bares e restaurantes e museus. 

Fábio Bentes, economista da CNC, confirma que as expectativas em relação ao faturamento já não eram das melhores no fim do ano passado.

"Não vinhamos com expectativa otimista não. O brasileiro tem cortado gastos com lazer. Por mais que alguns setores se beneficiem da movimentação do turista estrangeiro, ainda estamos sob o efeito da crise do biênio 2015/2016. Ela não passa em um estalar de dedos. Não dá para esperar um aumento do faturamento este ano: a estimativa passa por uma queda de mais de 6%." 

Segundo o economista da CNC, uma característica do carnaval deste ano, em especial o de São Paulo, foi a presença da quantidade de não turistas presentes nas ruas, de residentes que deixaram de viajar e movimentaram os setores que atendem ao turismo. Em todos os estados onde foram feitos os levantamentos, esse foi o setor que respondeu por mais da metade da receita do comércio, onde as pessoas privilegiaram o gasto onde o tíquete médio é mais baixo, como ocorre em bares e restaurantes. Para a maior parte do setor produtivo, o feriado impõe um problema que é abrir ou não o estabelecimento. Aqueles que abrem as lojas incorrem em custo de operação maior com o pagamento de horas em dobro aos funcionários.

"Para quem está no centro de uma cidade grande do Brasil, com certeza não vale abrir uma loja, operar naquele dia. O consumidor não está ali para consumir bens. Para outros, quem está num shopping center e resolva abrir naquele dia, talvez até valha a pena. De modo geral, para a maior parte do setor produtivo, o feriado não é um bom negócio", afirma Bentes.

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