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Você não vai acreditar como OTAN tentava detectar submarinos da URSS durante guerra fria

© Sputnik / Michurin / Abrir o banco de imagensSubmarino nuclear "50 anos da URSS"
Submarino nuclear 50 anos da URSS - Sputnik Brasil
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Durante o auge da guerra fria, os estrategistas militares ocidentais levaram a cabo os mais diversos planos, por mais “bobos” que parecessem, em uma tentativa de combater a grande quantidade de "submarinos mortíferos" da União Soviética, recorda a National Interest.

Segundo a mídia, enquanto algumas ideias se mostravam funcionais, outras ficaram na história somente como anedotas. A estratégia cômica dos "imãs ruidosos", retratada por Iain Ballantyne no seu livro sobre a inteligência da Marinha Real britânica "Hunter Killer" (Assassino Caçador), é mencionada no artigo publicado pela edição The National Interest.

No início da década de 60, a URSS possuía a maior força submarina do mundo: 300 submarinos diesel-elétricos e alguns exemplares de propulsão nuclear. As marinhas dos países-membros da OTAN na época não tinham "forças suficientes" para se igualar à União Soviética, destaca a publicação.

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Os responsáveis pelas estratégias militares da Aliança Atlântica temiam que somente uma escalada nuclear fosse capaz de deter a "alcateia submarina" soviética. A solução nuclear, porém, seria um problema muito pior que a inicial questão submarina, destaca a revista.

"Roubar a manta de silêncio" que cobria os submarinos soviéticos e os tornava furtivos era o objetivo principal dos numerosos planos delineados para que os submarinos da URSS fossem mais fáceis de caçar. Um cientista canadense, aliás, desenvolveu uma técnica curiosa para tornar os navios mais detectáveis: os imãs ruidosos.

A ideia era fazer que conjuntos de imãs ficassem presos aos cascos metálicos dos submarinos e lançassem som quando a embarcação se movesse, o que possibilitaria ouvi-la e, desta maneira, detecta-la. Os dispositivos simples, além disso, exigiam tempo e esforço para serem eliminados, o que afetaria também a disponibilidade da frota submarina soviética.

Nos fins de 1962, o Almirantado britânico enviou um submarino diesel da classe A, o HMS Auriga, para um treinamento antissubmarino à Nova Escócia, juntamente com a Marinha do Canadá. Durante um exercício em mar alto, a estratégia dos imãs ruidosos foi aplicada no submarino britânico.

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Por mais estranho que parecesse, o conceito dos imãs foi um grande sucesso e funcionou exatamente como tinha sido planejado. Os problemas vieram quando o HMS Auriga emergiu à superfície do mar após o termino do exercício: os pequenos imãs se meteram nos orifícios e fendas do casco exterior destinados a deixar fluir a água.
Não era possível remover os imãs no mar, apenas em doca seca.

Os imãs ruidosos alcançaram o resultado desejado nos submarinos soviéticos. Porém, enquanto a marinha de guerra soviética se poderia dar ao luxo de estacionar um ou dois submarinos, a OTAN não podia. Os imãs funcionavam totalmente como se esperava, mas eram simplesmente demasiado complicados para serem práticos em grande escala. Aparentemente, a OTAN usou o sistema apenas algumas vezes, concluiu a NI.

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