Habitantes de 4 países da OTAN prefeririam estar sob a proteção da Rússia

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Uma pesquisa recente mostrou que os cidadãos de quatro países-membros da Aliança Atlântica preferem se aliar com Rússia caso seu país seja atacado.

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A pesquisa realizada pelo grupo WIN/Gallup International indica que os habitantes da Bulgária, Grécia, Eslovênia e Turquia preferem contar com a proteção da Rússia no caso de um possível conflito.

Segundo o estudo, gregos e búlgaros consideraram Turquia como a maior ameaça para a sua segurança, embora Ancara também faça parte da OTAN e, teoricamente, deveria ser sua aliada.

A ocupação turca de Chipre do Norte, em 1974, mostrou que os habitantes desses países não podem contar com a proteção da Aliança, por isso escolhem Rússia, diz Bloomberg.

Vale destacar que esses quatro países não foram os únicos que entraram na pesquisa. Sociólogos sondaram mais de mil pessoas em cada um dos 66 países pesquisados. A margem de erro está entre 3,5 e 5 pontos base.

A maioria dos entrevistados gostaria de ter ao seu lado os Estados Unidos, no entanto, os pesquisadores relatam que as pessoas reajam ativamente às mudanças no sistema de segurança internacional após a Guerra Fria.

Assim, os chineses escolheram a Rússia como parceiro, e os russos responderam da mesma forma, ao selecionar a China. Isso aponta que a política dos EUA nos últimos vinte anos provocou a aproximação entre Moscou e Pequim, disse Kancho Stoychev, vice-presidente de WIN/Gallup International.

"É estranho, pois em sentido geral, a Rússia faz parte da Europa", acrescentou ele.

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Os resultados da pesquisa sublinham a existência de uma divisão religiosa na Europa, avalia o diretor da escola de economia e da ciência da Universidade de São Galo, James Davis.

Os gregos e búlgaros optam pela Rússia ortodoxa, enquanto as sociedades da Ucrânia e Bósnia estão divididas por causa da religião. Entretanto, Romênia ortodoxa prefere os Estados Unidos, já a Eslovênia católica — a Rússia.

Além disso, na sequência da campanha norte-americana no Iraque, cada vez menos europeus estão convencidos de que Washington desempenhe papel de líder mundial. O especialista acrescentou que, com a chegada de Trump à Casa Branca, a confiança dos habitantes da União Europeia em Washington continuará diminuindo.

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