'Força Aérea russa tem usado mecanismos e equipamentos excelentes na Síria'

© Sputnik / Ramil Sitdikov / Abrir o banco de imagensCaça da Força Aeroespacial russa Su-30SM decola da base aérea de Hmeymim, Síria, junho de 2016
Caça da Força Aeroespacial russa Su-30SM decola da base aérea de Hmeymim, Síria, junho de 2016 - Sputnik Brasil
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Yunus-Bek Evkurov, presidente da República da Inguchétia, uma das divisões administrativas federais da Rússia, avaliou a operação da Força Aeroespacial russa na Síria como um sucesso, destacando que ela mostrou sua sustentabilidade e a capacidade da Rússia para fazer face a qualquer agressor e interagir com militares de outros países.

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"É um sucesso da nossa Força Aeroespacial. Hoje em dia, podemos dizer que nossa Força Aeroespacial se assumiu como ramo independente das forças armadas e é capaz de não só concorrer, inclusive fazer face a qualquer agressor, mas também de interagir com colegas de qualquer país. Nossa Armada mostrou que ser capaz de realizar viagens prolongadas de forma autônoma, ao mesmo tempo podendo, quando é preciso, efetuar ataques contra qualquer ponto do planeta a partir de qualquer mar, inclusive de mares interiores", afirmou Evkurov à Sputnik, falando do papel da Força Aeroespacial russa na Síria.

O conflito armado se arrasta na Síria desde março de 2011. As tropas governamentais estão em confrontação com militantes de vários agrupamentos armados. A partir de 30 de setembro de 2015, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia começou efetuando ataques aéreos contra objetos de terroristas em território sírio.

"Se antes nós observávamos como os americanos o faziam, para todo o mundo isto era normal, mas quanto nós começamos fazendo o mesmo, os americanos não gostaram disso por alguma razão. Eles consideraram que era cruel demais", adiantou.

O líder da Inguchétia frisou que na Síria os militares russos usaram mecanismos e equipamentos excelentes de diversos tipos, inclusive com baseamento aéreo, terrestre e marítimo.

Ao mesmo tempo, Evkurov ressaltou, em uma de suas entrevistas concedidas, que ainda antes do início da operação russa na Síria ele tinha realçado que a Rússia tem o direito de prestar apoio militar ao governo sírio.

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Segundo disse o presidente da República da Inguchétia, o importante é que os chefes do Ministério da Defesa e do Estado-Maior General russos "conseguiram mostrar para todo o mundo e, em primeiro lugar, para o nosso povo que as Forças Armadas do país são capazes de conduzir ações militares de larga escala, guerras localizadas, bem como participar tanto de situações como a da Síria, usando para isso forças tão excelentes como a Força Aeroespacial, como [em operações] de menor escala. E apesar de tudo, [conseguir] realizar operações no terreno, coordena-las, ajudar, prestar apoio ao exército sírio que já tinha perdido a esperança, lhe dar um novo fôlego, levanta-lo e alcançar tais sucessos nessa direção".

Respondendo à pergunta se a Inguchétia pode partilhar sua experiência de adaptação dos ex-combatentes com a Síria, Evkurov observou:

"Acho que eles [os sírios] também vão precisar disso. Em qualquer caso, a adaptação é necessária para pessoas que não viram nada senão a guerra durante um, dois ou três anos. É preciso adapta-las no plano psicológico, social, através de outros métodos. Isto, como se sabe, é uma pratica internacional."

"E eu acredito que para eles [os sírios] vale também incorporar, ou pelo menos estudar, nossa experiência", resumiu.

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