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Plano usa inteligência contra o tráfico e as facções

© Tomaz Silva / Agência BrasilForças Armadas atuam no patrulhamento em praias da zona sul do Rio
Forças Armadas atuam no patrulhamento em praias da zona sul do Rio - Sputnik Brasil
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Natal, Porto Alegre e Aracaju recebem o Plano Nacional de Segurança. Vai dar certo?

O Ministério da Justiça lançou nesta quarta-feira, 15, o Plano Nacional de Segurança, implantado em Natal, Porto Alegre e Aracaju. Segundo o Ministério, as três capitais foram escolhidas porque os Estados do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe desde o ano passado já mantêm cooperação com a União em termos de segurança pública.

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Nas três cidades começou a funcionar nesta quarta-feira o Núcleo de Inteligência Policial (Nipo), que une as áreas de Inteligência do Governo Federal às áreas de Inteligência dos Governos daqueles três Estados, às dos quatro níveis das Polícias (Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal) e também à do Sistema Penitenciário Nacional e à de cada uma destas três unidades da Federação.  

O Plano Nacional de Segurança tem três metas prioritárias: redução dos crimes de homicídio, feminicídio e violência contra a mulher; combate ao crime organizado, com foco no tráfico de drogas e de armas; e modernização e racionalização de presídios.

Sobre as metas do Plano e sua viabilidade, o delegado aposentado Wladimir Reale, presidente da Adepol (Associação dos Delegados da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), diz que o fundamental é que haja recursos financeiros para sua real implementação:

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"Eu penso que sim [que o Plano pode dar certo]. Mas, antes de mais nada, nós temos que falar em recursos. Nós sabemos que num país continental como é o Brasil, um gigante, o problema é que é necessário muito recurso e, evidentemente, a participação do Governo Federal. Não se pode imaginar que se possa prevenir e evitar esses crimes considerados hediondos (homicídio, feminicídio) sem a participação do Governo Federal, contando apenas com a atuação cotidiana das respectivas Polícias. Isso [redução desses crimes] só será possível com o trabalho conjugado das forças de Segurança, para que se possa realizar um trabalho altamente profissional e conseguir certos êxitos."  

Em relação à repressão ao tráfico internacional de armas, munições e drogas, Wladimir Reale considera imprescindível o trabalho conjunto dos órgãos militares e civis:

"Isso, por si mesmo, exige uma operação conjunta. O país é gigantesco, e há um estímulo da bandidagem de trazer as armas [do exterior] porque, a cada vez, os criminosos utilizam armamentos mais pesados. Eu até tenho uma linha de pensamento, que julgo ser pessoal, que antes da Reforma da Lei do Estatuto do Desarmamento, bem mais lá para trás, a utilização de armamento pesado, privativo das Forças Armadas, era considerado crime militar. Acho que deveria se pensar de novo nesse particular." 

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