Espanha pede pelo reforço da OTAN no flanco Sul e chama EUA de 'aliado tradicional'

© AP Photo / Alfonso PerezThe guided-missile destroyer USS Donald Cook arrives at Naval Station Rota, Spain, on Tuesday, Feb. 11, 2014.
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A Aliança Transatlântica deve prestar mais atenção ao flanco Sul do bloco, afirmou a ministra da Defesa espanhola, María Dolores de Cospedal.

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"[Durante o encontro em Bruxelas] nós reiteramos nossos compromissos quanto à participação em missões conjuntas: estamos ativamente participando tanto das missões no Sul, como nas no Leste da Europa. Segundo — a Espanha acredita que as atividades da OTAN devam ser equilibradas em todas as esferas e em todos os sentidos geográficos. Para nós, a ação da OTAN no flanco Sul é especialmente importante", afirmou Cospedal antes da reunião entre os ministros de defesa dos países-membros da OTAN em Bruxelas.

A titular da pasta espanhola lembrou que há pouco os ministros da Defesa da França, Espanha Itália e Portugal apresentaram uma carta conjunta ao secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, na qual expressaram seu interesse em reforçar as capacidades do bloco na região Sul da Europa.

"Estamos interessados em reforçar uma presença real e mais estratégica da OTAN no sentido Sul. É preciso uma cooperação mais estreita entre OTAN e outras organizações internacionais, tais como a UE, LEA [Liga de Estados Árabes] e a União Africana. Tal cooperação deve ter caráter não só militar, mas destinado também à recuperação, manutenção da ajuda técnica aos países do Sul que necessitam de um reforço das suas instituições", adiantou a ministra.

Em 6 de novembro, na cidade portuguesa do Porto, houve uma reunião entre o ministro de Defesa português, José Azevedo Lopes, sua homóloga espanhola, María Dolores de Cospedal, e os ministros da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian, e italiana, Roberta Pinotti.

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Os principais temas das negociações foram o futuro da Aliança Transatlântica, a política da organização no Sul da Europa, as relações com os EUA e a estratégia global da União Europeia nas áreas de segurança e defesa.

Na sequência das conversações, os ministros dos quatro países europeus acordaram em se dirigir ao secretário-geral da OTAN através de uma carta para aumentar o papel da Aliança no Sul da Europa e, em primeiro lugar, no Mediterrâneo.

Ao comentar as relações entre Espanha e Estados Unidos após a chegada da nova administração à Casa Branca, Cospedal afirmou que estes dois Estados são "aliados por tradição", reforçando o interesse do governo espanhol de preservar estas relações.

"Estamos defendendo os interesses espanhóis na área de defesa e o nosso interesse tradicional é permanecer aliado dos EUA. Para nós, os EUA é um país extremamente importante, todos sabem sobre as ótimas relações entre nós", disse a titular da pasta espanhola.

Além disso, ela assegurou que a Espanha vá se empenhar em cumprir suas obrigações quanto ao aumento das despesas militares em até 2 pontos percentuais do PIB.

"No decorrer da cúpula no País de Gales [em 2014], a Espanha se encarregou de obrigações para o aumento gradual das despesas com a defesa em até 2% do PIB. A defesa nacional está relacionada à nossa segurança interna, ou seja, a segurança de todas as famílias espanholas", concluiu Cospedal.

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