Trump vai dar para trás na transferência da embaixada dos EUA em Israel para Jerusalém?

© AFP 2022 / Jack GuezEmbaixada dos EUA em Tel Aviv, Israel
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Aparentemente, Tel Aviv terá de sediar a embaixada dos EUA em Israel por mais um tempo. Segundo relatos da mídia internacional, o presidente dos EUA Donald Trump não está interessado em transferir a representação diplomática de seu país para Jerusalém tão cedo.

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Trump não está tão inclinado a transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, de acordo com relatos da mídia israelense, apesar de ter feito várias declarações neste sentido durante sua campanha.

De acordo com vários veículos de mídia israelenses, citando meios de comunicação palestinos, os líderes da Autoridade Palestina receberam uma mensagem "reconfortante" do governo Trump. Os relatos também dizem que funcionários de segurança dos EUA falaram diretamente com o chefe da inteligência palestina, Majid Faraj.

Embora esses relatos ainda não tenham sido confirmados, Trump anda apresentando uma posição mais moderada sobre o tema, especialmente durante uma entrevista para o jornal israelense Israel Hayom.

"Estou pensando na embaixada, estou estudando a [questão da] embaixada, e vamos ver o que acontece", disse Trump anteriormente. "A embaixada não é uma decisão fácil. Ela obviamente tem estado lá por muitos, muitos anos, e ninguém quis tomar essa decisão. Estou pensando muito a sério sobre isso e vamos ver o que acontece".

A questão da transferência da embaixada dos EUA também foi levantada durante a visita do rei Abdullah da Jordânia, que disse que a preservação do status multi-religioso de Jerusalém é muito importante.

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"Em nossa opinião, Jerusalém é extremamente importante. Nossa posição firme é que rejeitamos qualquer esforço unilateral que tente mudar a identidade árabe, muçulmana e cristã da Cidade Santa", disse o ministro jordaniano das Relações Exteriores, Al Safadi.

Trump, o presidente, tem sido mais crítico da política de Israel para a Palestina do que Trump, o candidato. Ele criticou recentemente a política de Israel de construir assentamentos em território palestino, afirmando que esta prática "não ajuda o processo de paz".

No entanto, ele foi extremamente crítico em relação à resolução de dezembro do Conselho de Segurança da ONU, que pedia o fim da construção de assentamentos israelenses, de modo a permitir a retomada do processo de paz.

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