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Por que a Itália está chamando a Rússia para a Líbia

© Sputnik / Vladimir Fedorenko / Abrir o banco de imagensTrípoli, a cidade na Líbia
Trípoli, a cidade na Líbia - Sputnik Brasil
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Roma acredita que a Europa deva pedir à Rússia que use sua influência para regulação da situação na Líbia. A ideia é racional, mas os resultados do esforço dos europeus na Líbia até agora – nem tanto. Contudo, alguns já se assustaram antecipadamente com o crescimento da influência de Moscou.

A Itália coloca em risco toda a Europa, escrevem ansiosamente os jornalistas britânicos do The Times, Tom Kington e Bel Trew, discutindo a recente iniciativa de Roma: chamar a Rússia para a regulação na Líbia. Os sentimentos dos italianos têm uma explicação: são eles quem recebe os migrantes que chegam à Europa através do mar Mediterrâneo — partindo dessa mesma Líbia. A Europa, obviamente, não é capaz de resolver o problema — realmente, como pode ela fazê-lo na ausência de uma política única de migração? Por isso, aqueles que sofrem mais decidiram apelar àqueles que já têm experiência na resolução de problemas regionais.

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Aos britânicos, que ficaram fora não só da política de migração, mas de toda a política europeia em geral, isso não é interesse particularmente. Portanto, a principal coisa que eles veem na proposta italiana é o risco do fortalecimento da Rússia. É por isso que eles escrevem que assim Moscou terá um novo ponto de apoio na África do Norte, o controlo do fluxo migratório e o acesso aos recursos energéticos locais (como se os nossos próprios já não fossem suficientes).

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Entretanto, a situação na própria Líbia fica na sombra. Mas, a propósito, seria por ela que se devia começar. Lá não existe um Estado unificado após a derrubada de Khadhafi: as esferas de influência foram divididas entre Trípoli e Tobruk, enquanto parte dos territórios é controlada por terroristas do Daesh [proibido na Rússia]. E com quem se deve cooperar nesta situação? A UE aposta em Trípoli, onde estão baseados o Congresso Geral Nacional pró-islâmico e o chamado governo de consenso nacional. A Rússia mantém contatos principalmente com Tobruk, onde existe um Parlamento eleito em eleições gerais. Ele tem como seu aliado o comandante do exército nacional, Khalifa Haftar. Ele é talvez o único que está tentando lutar contra os terroristas na Líbia. Mas a mídia ocidental se preocupa com a cada vez maior aproximação de Khalifa Haftar a Moscou, fazendo visitas regulares à capital russa.

Assim, para que a Rússia e a Europa possam cooperar plenamente na questão da Líbia, primeiro tem que ser elaborado, pelo menos, um plano geral e perceber quem apoia quem. Aliás, até a própria mídia dos EUA escreve que será muito mais fácil encontrar uma linguagem comum na questão da Líbia do que na da Síria. A agência Bloomberg, por exemplo, explica isso dizendo que Washington tem os mesmos interesses que Moscou: vencer a crise migratória e o terrorismo. Já tendo em conta o fato de que em um país sem governo único e sob controle parcial do Daesh a situação, de qualquer das formas, permanece fluida, existe uma certa pressa. Neste contexto, a iniciativa italiana, que exorta a Rússia a intervir na crise líbia, é bastante compreensível.

Baseado no artigo de Maria Balyabina para o serviço russo da Rádio Sputnik

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