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Possível aliança entre dissidentes das FARC e facções do crime preocupa Brasil e Colômbia

© flickr.com / CiforAmazonia (archivo)
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Os ministros de Defesa do Brasil e da Colômbia concordaram em intensificar a luta contra o narcotráfico em uma reunião realizada nesta terça-feira (31) em Manaus, palco de uma recente série de massacres entre detentos de facções criminosas.

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A desmobilização das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), como parte de um acordo que encerrou mais de 50 anos de guerra, fez crescer a preocupação de que ex-combatentes fortemente armados da guerrilha pudessem se unir às facções do narcotráfico cada vez mais poderosas no Brasil.

"Não podemos deixar que a paz na Colômbia seja motivo de preocupação na região", disse o ministro colombiano da Defesa, Luis Carlos Villegas. "Devemos impedir as chamadas forças dissidentes das FARC de avançar em direção às nossas fronteiras”, acrescentou.

A fragmentação das FARC coincide com o realinhamento entre as gangues de drogas brasileiras, que operam o comércio de cocaína avaliado em aproximadamente US$ 4,5 bilhões no país, maior consumidor do mundo depois dos EUA, e que canalizam as drogas para a Europa.

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Durante anos, as duas facções mais poderosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) de São Paulo e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, dividiram o mercado nacional de drogas, bem como as rotas de tráfico mais lucrativas.

No entanto, uma onda de massacres na prisão, iniciada em Manaus no início de janeiro, sinalizou uma ruptura violenta entre o PCC e gangues aliadas ao Comando Vermelho, deixando cerca de 140 mortos e evidenciando o caos no sistema penitenciário brasileiro.

O ministro da Defesa brasileiro, Raul Jungmann, intensificou as visitas às regiões fronteiriças remotas do país, comprometendo-se a dobrar o orçamento para um programa de vigilância de alta tecnologia para dar suporte a cerca de 1.500 soldados nas 24 guarnições ao longo da fronteira amazônica. 

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