Opinião: EUA tentam justificar suas tentativas de militarizar espaço

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Ao falar da provável ameaça provida dos armamentos antissatélite chineses e russos, o chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, general John Hyten (STRATCOM), tenta encontrar um pretexto para o início de militarização espacial de larga escala por parte norte-americana, afirmou um especialista à Sputnik.

Foi assim que o presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, Konstantin Sivkov, comentou à Sputnik a declaração feita pelo chefe do STRATCOM norte-americano sobre a elaboração de um armamento antissatélite pela Rússia e China, inclusive de lasers de destruição.

"Em um futuro próximo, eles (Rússia e China) poderão usar suas oportunidades para ameaçar qualquer nave espacial que nós enviarmos para o espaço. Temos que evitar isso. A melhor maneira de prevenir uma guerra é estar preparado para ele. Desta forma se comportarão os EUA. Nós vamos garantir [segurança espacial] para que todos saibam que estamos prontos para a guerra", disse o chefe do STRATCOM, general John Hyten, citado pela assessoria de imprensa do Pentágono.

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"Os EUA estão buscando um pretexto para mais uma escalada de corrida armamentista. Aquilo que este general [John Hyten] disse sobre os EUA precisarem estar preparados para guerra é algo que ouvimos todos os dias. Ele está aumentando histeria militar, só isso. Deste modo, ele tenta justificar a necessidade de começar novos trabalhos de investigação e construção para criar sistemas de armas antissatélite mais poderosos que os de hoje em dia. Assim, ele justifica o início de uma militarização global do espaço pelos EUA. Através da tal ‘ameaça russa e chinesa no espaço', eles efetuarão uma militarização espacial de larga escala", afirma o presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, Konstantin Sivkov.

Segundo o especialista, se a Rússia estiver apenas começando a investigar medidas de combate aos satélites, então os EUA já possuem um sistema antissatélite testado amplamente instalado em regiões de importância estratégica.

"É um sistema antimíssil baseado no mar com uso do sistema bélico de informações e comunicações Aegis e mísseis Stantard-3. Os norte-americanos realizaram testes do sistema e não apenas uma vez, abatendo satélites insatisfatórios. Agora, este sistema já está posto em serviço", explicou o especialista em assuntos militares.

Sivkov acredita que a Rússia e a China estão tentando se igualar aos EUA nesta esfera. "Talvez estejam sendo realizadas pesquisas. Na URSS, cuja herança foi passada para a Rússia, foi elaborado um sistema antissatélite, mas este nunca foi utilizado. O míssil antissatélite em questão poderia ser utilizado em aviões MiG-31. Hoje em dia, isto pode ser restaurado. Talvez sejam criados lasers para lutar contra satélites. Os EUA estão fazendo o mesmo e de modo bastante ativo", resumiu.

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