Ministro sírio: comunidade internacional é responsável pelos crimes bárbaros em Palmira

© Sputnik / Mikhail Voskresensky / Abrir o banco de imagensParte histórica de Palmira destruída pelos terroristas do Daesh, Síria, 27 de março de 2016
Parte histórica de Palmira destruída pelos terroristas do Daesh, Síria, 27 de março de 2016 - Sputnik Brasil
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O ministro sírio do Patrimônio Cultural Muhammed Ahmed disse à Sputnik Turquia que a comunidade internacional é responsável pelas destruições bárbaras em Palmira. Segundo ele diz, os apoiantes árabes e ocidentais dos terroristas têm a mesma culpa que os próprios terroristas.

Segundo o ministro, agora em alguma mídia e nas redes sociais está sendo discutido o tema das destruições em Palmira criando uma imagem deformada. Eles dizem que as destruições foram provocadas por as tropas russas terem retirado da cidade. É uma verdadeira mentira que tem como objetivo fomentar o ódio.

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Um grande papel foi desempenhado pelos países do Golfo Pérsico que apoiam os terroristas com armas e financiamento. Os grupos armados, em cooperação com os sionistas e outras partes interessadas, estão destruindo a história milenar em território sírio.

"Muitos países do Ocidente e do Oriente não precisam de uma Síria independente que possui riquezas e patrimônio cultural que ela protege. Para isso eles formaram um grupo de patifes de todo o mundo que foi enviado para combater na Síria para quebrar a vontade do povo sírio e transformar o país em uma colônia. Vivemos já no século XXI e eles tentam destruir nossos laços com a grande cultura para que o povo sírio esqueça sua identidade. Eles estão destruindo não só monumentos, mas também escolas, mesquitas e igrejas", comunicou o ministro à Sputnik Árabe.

Anfiteatro na parte histórica de Palmira, Síria, 28 de março de 2016 - Sputnik Brasil
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O que se toca aos danos provocados pelos terroristas, eles não podem ser subestimados. Cada dia de governança do Daesh é perigoso para os monumentos culturais e históricos.

"Nos, os sírios, sempre acreditamos que o nosso país recupere e vença nesta guerra longa e injusta. Temos que cumprir uma grande missão para provar que a Síria, que foi sempre considerada como berço da civilização, não possa ser transformada em área para promoção de diversas ideias criminosas", adiantou Muhammed Ahmed.

​Os tesouros da Palmira pertencem não só à Síria, mas a todo o mundo. Por isso, todo o mundo deve ser responsável pelos crimes bárbaros sem precedentes que agora estão decorrendo aí.

​Segundo o ministro, os monumentos da cultura da Síria devem divulgar ideias de paz e de humanismo.

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