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Novo míssil nipo-britânico pretende fazer frente aos armamentos americanos?

© AP Photo / Eugene HoshikoPremiê japonês Shinzo Abe revisa caças miliatares japoneses
Premiê japonês Shinzo Abe revisa caças miliatares japoneses - Sputnik Brasil
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O Japão e a Grã-Bretanha pretendem acabar o projeto de criação do novo míssil ar-ar em 2017, comunica o jornal Sankei.

O projeto JNAAM (em português, Novo Míssil Ar-Ar Conjunto) foi iniciado em novembro de 2014 e aprovado pelo Conselho de Segurança Nacional do Japão.

A base do projeto é o míssil Meteor de produção conjunta da Grã-Bretanha, Alemanha e França. A vantagem do míssil é o seu grande alcance, mas o seu ponto fraco é o sistema de orientação.

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Para melhorar a orientação, os japoneses propõem utilizar a ogiva do seu míssil Mitsubishi AAM-4. Segundo o Senikei, tal combinação permitirá criar um míssil que estará ao nível dos melhores do mundo. 

"O Japão produz desde 2010 o míssil AAM-4b, com um alcance de até 120 quilômetros, equipado com um sistema de orientação por radar. Os mísseis mais avançados do inimigo mais provável da aviação japonesa, a Força Aérea da China, têm características inferiores", comunicou à Sputnik Japão o analista Dmitry Verhoturov. 

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O míssil chinês Tien Chien II (Espada do Céu II), possui um sistema orientação a infravermelhos e um alcance até 60 quilômetros. O mais avançado míssil chinês, o PL-12, tem um sistema de orientação por radar e um alcance de 70-100 quilômetros. Por isso, segundo o analista, o Japão nada tem a temer. 

"É possível que os japoneses junto aos britânicos criem um novo míssil para ultrapassar os EUA. O exército do Japão é bem equipado, mas quase tudo se baseia nas tecnologias norte-americanas. O sistema da defesa antimíssil Aegis, os lança-mísseis e toda a aviação militar, com poucas exceções, são dos EUA", comunicou o analista militar Constantino Sivkov. 

Em caso do sucesso, o Japão e Grã-Bretanha pretendem instalar o novo sistema nos caças da quinta geração F-35. Mas a decisão de produção conjunta ainda tem que ser tomada e é possível que isso vá exigir vontade política do governo do Japão, que é conservador em tais questões. O preço de produção também ainda não é conhecido.

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