China disposta a comprar mais gêneros alimentícios à Rússia

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Carcaças de carne no frigorífico - Sputnik Brasil
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A Rússia tem todas as hipóteses de se tornar um dos principais fornecedores de gêneros alimentícios à China, escreve o jornal norte-americano The Wall Street Journal.

Em 2016, a China fez recuar a Turquia da posição do maior importador de alimentos russos, comprando produtos em mais de um bilhão de dólares. Atualmente, a Rússia emprega todos os esforços para se fixar no mercado do país mais povoado do planeta, escreve o The Wall Street Journal.

4 de setembro de 2016. O presidente russo, Vladimir Putin, à esquerda, e o presidente chinês, Xi Jinping, durante uma reunião em Hangzhou. - Sputnik Brasil
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A importância da indústria alimentar para as relações entre Pequim e Moscou é salientada pelo fato de Vladimir Putin ter oferecido sorvete russo a Xi Jingping. A China considera a produção russa como de boa qualidade, tal como a europeia e norte-americana, sublinha o autor.

Segundo ele, o desejo de "alimentar a China" é uma parte indispensável da "virada da Rússia ao Oriente", frente ao agravamento das relações entre Moscou e Washington e às sanções ocidentais. Em 2020, os países visam atingir um intercâmbio comercial de 200 bilhões de dólares. 

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A China continua a ser o maior parceiro comercial da Rússia. O The Wall Street Journal acredita que isso será mérito dos agricultores russos. A China está pronta para comprar aos fornecedores russos quase todos os tipos de alimentos, destacando a carne. Para isso, na região de Primorie a empresa russa Rusagro já está construindo um complexo de suinocultura que atender à demanda por parte da China.

Por sua vez, a Rússia visa reanimar as empresas agrícolas abandonadas após o colapso da União Soviética. Segundo o The Wall Street Journal, no Extremo Oriente se planeja aumentar as terras cultivadas em 50%. A maior parte delas visará as exportações, cita o jornal o chefe da Agência do Extremo Oriente para os Investimentos, Pyotr Shelakhaev.

No início de 2017 a Rússia começará a exportar carne suína à China, e em 2019 pretende exportar carne de galinha e de vaca. A China também tem interesse em alugar áreas agrícolas na Rússia para compensar a falta de terras aráveis.

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