Tomada de posse de Trump parece ser um pesadelo para Ucrânia

© Sputnik / Serviço de imprensa do presidente da Ucrânia / Abrir o banco de imagensPresidente ucraniano Pyotr Poroshenko durante entrevista para a agência Bloomberg em Davos, Suiça, 17 de janeiro de 2017
Presidente ucraniano Pyotr Poroshenko durante entrevista para a agência Bloomberg em Davos, Suiça, 17 de janeiro de 2017 - Sputnik Brasil
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O governo ucraniano e o presidente Pyotr Poroshenko aguardam com receio a tomada de posse do presidente eleito norte-americano Donald Trump, temendo ficar sem a ajuda de Washington, escreve o jornal alemão Frankfurter Rundschau.

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A Ucrânia teme que a nova liderança norte-americana, para atingir um acordo com a Rússia, se recuse a proteger os interesses ucranianos. Ao mesmo tempo, a administração cessante tenta suavizar o choque: o vice-presidente norte-americano Joe Biden foi enviado para a Ucrânia para realizar negociações com Pyotr Poroshenko com o objetivo de "acalmar os ucranianos", informou a publicação.

Entretanto, as próprias autoridades ucranianas contribuíram para reduzir as perspectivas de cooperação com o presidente eleito dos EUA ao expressar um apoio demasiadamente ativo à sua adversária, Hillary Clinton. Kiev contava com que a candidata democrata mantivesse uma linha dura em relação à Rússia e autorizasse o fornecimento de armas mais potentes para o exército ucraniano. Em resultado, a vitória de Trump apanhou Poroshenko e a sua administração desprevenidos.

Segundo o Frankfurter Rundschau, em agosto o chefe da campanha eleitoral de Trump, Paul Manafort, teve de se demitir por causa de acusações do comitê anticorrupção em Kiev. Além disso, funcionários da embaixada ucraniana em Washington tentaram apoiar os democratas e forneceram informações sobre possíveis ligações dos republicanos com a Rússia.

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Alguns políticos ucranianos fizeram declarações imprevidentes em relação a Trump. Assim, depois da promessa de Trump de reconhecer a Crimeia como parte da Rússia, dada em 2014, o ministro do Interior ucraniano, Arsen Avakov, chamou-o de "perigoso fracassado" e o ex-primeiro-ministro do país, Arseny Yatsenyuk, de "problema para o mundo livre". Depois de tais declarações Kiev não espera pelo apoio do outro lado do oceano, concluiu o autor da matéria.

Hoje (17), tornou-se público a confirmação de Poroshenko de se encontrar com Donald Trump pouco depois da tomada de posse. 

"Fui um dos primeiros líderes mundiais para quem Trump telefonou pouco depois das eleições presidenciais <…> Acordamos a data da minha visita a Washington, agenda de como serão realizadas as negociações", disse Poroshenko à agência Bloomberg.

Entretanto, Poroshenko não revelou quando irá aos EUA. A cerimônia de tomada de posse de Trump será dia 20 de janeiro.

Na segunda-feira (16), Poroshenko afirmou que a Ucrânia está pronta para cooperar com nova administração norte-americana.

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