Mudança de Embaixada dos EUA para Jerusalém vai agravar fortemente situação na região

© AP Photo / Jacquelyn Martin, PoolBandeiras de Israel e dos EUA
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Em setembro de 2016, Trump informou o primeiro-ministro de Israel Netanyahu de que durante sua presidência os EUA vão reconhecer Jerusalém como a capital indivisível de Israel e transferir a embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.

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A ideia de transferência da embaixada foi adiada por mais de 20 anos durante a governação de três presidentes – Clinton, Bush e Obama, porque eles recearam que tal passo pudesse desestabilizar seriamente a situação no Oriente Médio.

"No Oriente Médio tais ações irrefletidas podem ter consequências drásticas. Você pode trocar facilmente a capital, mas depois toda a região vai cuspir sangue durante anos. Se Trump apoiar Israel, os EUA vão deixar de ser um árbitro imparcial neste conflito e vão se tornar parte dele", disse à RT o membro da Academia de Questões Geopolíticas Arayik Stepanyan.

No dia 5 de janeiro, o ministro da Informação de Israel Momani disse, em entrevista à AP, que a transferência da embaixada pode afetar negativamente as relações entre os EUA e os seus aliados na região. De acordo com ele, este passo poderá servir como "um presente para os extremistas".

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Pouco antes, no dia 9 de janeiro, o presidente palestino Mahmoud Abbas enviou cartas aos líderes mundiais com o pedido para evitar a transferência da embaixada. Entre os destinatários estiveram os presidentes da Rússia, China, França, Alemanha e Grã-Bretanha, bem como os líderes da UE, União Africana, Organização para Cooperação Islâmica, Liga de Estados Árabes e Movimento Não Alinhado (MNA).

Entretanto, segundo Stepanyan, este passo de Trump não vai levar ao reconhecimento do novo estatuto de Jerusalém pelos outros países e o mundo islâmico vai se opor à essa decisão.

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