Mesmo OTAN ignorando tentativas russas de restaurar diálogo, 'situação está melhorando'

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Em 2016, a Rússia apresentou várias iniciativas visando estabelecer contatos com a Aliança Transatlântica, especialmente no que se trata da limitação de armas, mas o bloco rechaçou todas, disse à Sputnik o analista político alemão, Christian Wipperfurth, adiantando que, apesar disso, as relações entre Moscou e a OTAN parecem estar melhorando.

"Muitos canais usados para conduzir diálogo durante a guerra fria já não existem. É uma situação perigosa. Entretanto, independentemente dos jogos bélicos, mobilizações militares e atmosfera tensa, há sinais positivos. Por exemplo, o diálogo sobre a limitação de armas foi reanimado. Alemanha está se esforçando para reiniciar o Conselho OTAN-Rússia", assinalou o analista à Sputnik Alemanha.

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No ano passado, foram organizadas várias reuniões do Conselho após uma pause de dois anos, provocada pelo início da guerra civil ucraniana. Washington repetidamente atribuiu responsabilidade à Rússia, que nega as alegações injustificadas.

Aliás, durante a segunda reunião, realizada em julho de 2016, a Rússia propôs melhorar a segurança aérea nos Bálcãs.

"A Rússia propôs que todas as aeronaves militares, ao passar sobre o mar Báltico, ligassem seus transponders após uma série de incidentes do ano passado", afirmou o perito.

"No início, pareceu que o secretário-geral da OTAN estava aberto a esta iniciativa ao solicitar mais informações da Rússia, que Moscou acabou apresentando. Mas no final de setembro, a OTAN rechaçou a ideia ao dizer que os membros do bloco acordaram em estreitar laços políticos e não militares com a Rússia", concluiu.

Wipperfurth, especialista em política externa da Rússia, acrescentou que alguns aliados da OTAN consideram o diálogo com a Rússia como contraproducente. Outros, inclusive Alemanha, França, Áustria, Finlândia e Eslováquia, querem estreitar laços com Moscou.

"Gostaria de ressaltar as diferenças no meio da Aliança. No final de setembro, a OTAN refusou manter contato com a Rússia, mas as decisões do bloco são tomadas anonimamente. Alemanha e França foram contra", continua o cientista político alemão.

Wipperfurth afirmou que não há acordos que possam ser revelados a curto prazo, já que "a confiança mútua" foi prejudicada, mas certos passos poderiam ser tomados quanto ao controle de armamentos, medidas de confiança e esforços no combate ao terrorismo.

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Segundo o especialista, as relações entre a OTAN e a Rússia podem ser reajustadas sob o governo Trump, que assumirá as funções em alguns dias.

"É muito provável que algo mude, mas, todavia, é obscuro em que direção. Entretanto, a nova administração parece considerar a China como seu maior rival, se não um inimigo. Até agora, a Rússia parecia se encaixar perfeitamente nesse conceito. Parece que os norte-americanos entenderam que seria muito difícil para eles concorrer com duas potências ao mesmo tempo. Sendo assim, preferiram melhorar as relações com uma delas", resumiu.

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