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Japão tenta contrabalançar EUA e China na região Ásia-Pacífico?

© REUTERS / Toru HanaiPrimeiro-ministro do Japão Shinzo Abe
Primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe - Sputnik Brasil
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Na quinta-feira (12), o primeiro-ministro do Japão visitou Manila, Filipinas se tornando o primeiro país da visita. Além deste país, o ministro planeja visitar Indonésia, Austrália e Vietnã.

"O momento para esta viagem parece propício. O ano que começa não promete ser simples para o ambiente de segurança no Círculo do Pacífico. É muito provável que a nova administração norte-americana, que vai assumir funções já na próxima semana, pretenda compensar o que ela considera como ‘fraqueza’ da política de Obama na Ásia. […] As declarações do candidato ao posto de novo Secretário de Estado Tillerson nas audições do Senado criaram receios sérios de uma nova escalada. Isso se refere especialmente às ameaças de limitar o acesso da China às suas bases nas ilhas Spratly no mar do Sul da China", comentou à Sputnik Japão o analista do Centro de Desenvolvimento Estratégico Anton Tsvetkov.

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Segundo ele, Pequim já começou demonstrando suas intenções decididas. Assim, na China foi elaborado o livro "Discurso político da China em relação à parceria estratégica na região do Círculo do Pacífico” que contém a visão chinesa da segurança na região e onde se apela aos países da região para se absterem da "mentalidade da Guerra Fria", dando preferência às parcerias.

"A escolha dos países de destino da viagem fita coincide com essa categoria de países que têm um papel significante no equilíbrio de forças na região. […] Filipinas é país-chave na disputa sobre as ilhas no mar do Sul da China. […] Austrália e Indonésia são países-chave para a segurança regional. […] A última parte da visita será ao Vietnã, que manobra entre os países médios e grandes da região", acrescentou Tsvetkov.

O analista ressalta que, em ambiente de incerteza por parte de Washington, Abe assume o papel de jogador ativo na região, tentando mostrar que "há alternativas à influência da China".  Entretanto, o analista acrescenta que Abe têm que agir cuidadosamente para não "irritar" Pequim.

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