EUA pretendem declarar como terroristas Guardiões da Revolução Islâmica do Irã

© AFP 2022 / ATTA KENAREAgentes do Corpo de Guardiões da Revoluçao Islâmica durante a parada militar anual que marca aniversário do início de guerr com o Iraque de 1980-1988, Teerã, Irã, 2015
Agentes do Corpo de Guardiões da Revoluçao Islâmica durante a parada militar anual que marca aniversário do início de guerr com o Iraque de 1980-1988, Teerã, Irã, 2015 - Sputnik Brasil
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Senadores dos EUA tencionam declarar o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) como organização terrorista. Esse projeto de resolução já foi submetido à consideração do Congresso norte-americano.

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Na opinião do correspondente militar iraniano, próximo ao CGRI, Hassan Shemshadi, esta iniciativa dos senadores dos EUA não é outra coisa senão uma reação aos êxitos e vitórias da frente de resistência e luta contra o terrorismo na Síria e no Iraque, onde conselheiros do CGRI desempenham um papel importante.

"A razão da hostilidade dos EUA em relação ao Irã, e à Revolução islâmica em particular, não é segredo para ninguém e já dura por mais de quatro décadas. Desde então, o regime vigente na República Islâmica do Irã não é reconhecido e não agrada aos políticos norte-americanos: nem aos democratas, nem aos republicanos. <…> O CGRI, como indica seu nome, é uma organização que tem por objetivo proteger os princípios da Revolução islâmica, a Constituição em particular, e a estrutura de organização política do país. É por isso que projetos de várias resoluções e leis dos EUA foram dirigidos durante os últimos 37 anos contra a própria estrutura de organização política do nosso país e aqueles que a protegem – o CGRI", disse Shemshadi à Sputnik Persa.

Além disso, ele afirmou que os EUA já por seis anos tentam derrubar o regime na Síria, que é inconveniente para eles, mas o apoio do CGRI ao povo sírio impede a execução dos planos norte-americanos.

"Foi isso que se tornou na razão da indignação dos EUA, e hoje o senador Ted Cruz informou que se está preparando mais uma resolução contra o CGRI, que defende plenamente dos terroristas não somente as próprias fronteiras, mas também os povos por eles oprimidos", disse.

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Na opinião dele, os políticos norte-americanos não gostam que o CGRI apoie a frente de resistência (o grupo Hezbollah libanês e militantes palestinos) na luta contra o regime sionista.

"Qualquer apoio do CGRI à luta contra o terrorismo na região obriga os EUA a usar duplos padrões e chamar de terroristas os que combatem realmente este mal – os militantes do Hezbollah e os nossos militares do CGRI. Sem dúvida que tais resoluções e projetos são tentativas de derrubar o regime da República Islâmica do Irã", disse.

O projeto de resolução deverá ser analisado primeiramente e aprovado no Congresso e depois deve ser confirmado pelo Departamento de Estado. Entretanto, o assunto dependerá da posição do novo presidente norte-americano. Contudo, isso não mudará a atitude hostil à organização do Estado do Irã. Na opinião dele, este não será o último passo hostil em relação ao Irã.

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