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Especialista: acusar a Rússia é perigoso para os EUA

© REUTERS / Jonathan ErnstA bandeira americana em um veículo vibra quando o sol se põe atrás da cúpula do Capitólio dos EUA nas horas antes de o presidente Barack Obama entregar o discurso do Estado da União a uma sessão conjunta do Congresso em Washington em 12 de janeiro de 2016
A bandeira americana em um veículo vibra quando o sol se põe atrás da cúpula do Capitólio dos EUA nas horas antes de o presidente Barack Obama entregar o discurso do Estado da União a uma sessão conjunta do Congresso em Washington em 12 de janeiro de 2016 - Sputnik Brasil
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Tentativas dos EUA de acusar outros – em particular, a Rússia e a China – dos seus problemas resultarão no declínio da América do Norte, escreve o colunista do The Nation Patrick Lawrence.

Segunde ele, os EUA tentam tornar os outros países em "bodes expiatórios" para distrair a atenção dos problemas domésticos. Neste sentido a Rússia é um caso grave e "extremo" para Washington, considera o especialista do The Nation.

"Hoje os americanos estão sendo divididos em muitos sentidos. Mas não vamos dar a isso importância exagerada, porque estamos demonstrando uma unidade incrível na tendência para acusar outros dos nossos problemas, falhas e erros, que agora são muitos e que foram criados por nós próprios", escreve ele.

Para provar isso, ele cita o relatório sobre a "interferência" da Rússia nas eleições nos EUA publicado pela inteligência dos EUA na semana passada.

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Lawrence destaca que o documento se tornou uma "farsa surpreendente", e um dos seus autores, o diretor da Inteligência Nacional dos EUA James R. Clapper, se desacreditou há quatro anos quando negou que a Agência de Segurança Nacional tinha um programa de vigilância de cidadãos em grande escala.

O colunista está interessado no que pode significar tal publicação de dados não comprovados para o seu país.

Em primeiro lugar, opina ele, sob a "vozearia ininterrupta" sobre Rússia há algo mais do que a necessidade de psicoterapia dos apoiantes de Hillary Clinton.

"As tentativas da Administração de Obama de tornar a Rússia em ‘bode expiatório' nos seus últimos dias refletem outra questão mais séria: o pânico provocado pela proposta de Trump de parar a hostilidade irracional em relação à Rússia e começar uma cooperação razoável e racional", escreva o colunista.

De acordo com as suas palavras, os representantes do Pentágono, Agência Central de Inteligência, aparelho de segurança nacional, OTAN e empresas que executam encomendas estatais na área de defesa vão fazer tudo para que a distensão planejada por Trump não se realize.

"Eles precisam de um mundo hostil, e nós iremos viver nele até que a maioria de nós não insista no contrário", sublinha ele.

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Em segundo lugar, a situação do uso ilegal dos instrumentos de inteligência está sendo agravado a um nível sem precedentes, continua Patrick Lawrence, apontando que o relatório sobre a interferência da Rússia nas eleições nos EUA se baseia em invenções politicamente motivadas.

Ele também chama atenção para o fato que a maior parte do relatório é dedicada ao canal de televisão RT. Eis é a conclusão que ele faz nessa conexão: o monopólio do Ocidente na chamada narrativa global se está desmoronando. Nos tempos da guerra fria pessoas como Clapper estiveram à beira de "extenuar" os EUA. E agora o país está de novo perto disso, o declínio é uma escolha, não é uma inevitabilidade, resume.

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