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De oponente a apoiante: Noruega irá se juntar à defesa antimíssil da OTAN

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A Noruega, que esteve contra a defesa antimíssil da OTAN na Europa durante muitos anos, parece ter mudado sua posição e está ponderando aderir. No início de janeiro, as Forças Armadas da Noruega e dos EUA formaram um grupo de especialistas para aconselhar o governo norueguês em como proceder nesse assunto complicado.

Neste momento a Noruega não tem mísseis que possam se juntar à defesa antimíssil liderada pelos EUA, no entanto, isso não representa um obstáculo para se juntar ao sistema. A Dinamarca também não tinha tais mísseis quando se juntou à defesa antimíssil em 2014. Pelo contrário, os dinamarqueses estão trabalhando para equipar suas fragatas com sistemas de radar avançados para ajudar a detectar e monitorar alvos no âmbito da defesa antimíssil.

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É possível que a Noruega, tal como a Dinamarca, contribua com uma série de radares e sensores para o escudo antimíssil, tal como o radar Globus II em Vardo ou o sistema de radares Aegis que atualmente está instalado em cinco fragatas norueguesas, escreva o jornal norueguês Klassekampen.

Segundo disse Stale Ulriksen, investigador da Academia Naval da Noruega, a Noruega poderá se tornar rapidamente parte do escudo antimíssil da OTAN quando realizar as modernizações necessárias dos seus radares. No entanto, é possível que a adesão ao escudo antimíssil da OTAN seja uma má prioridade para a Noruega, avisou Ulriksen.

"Neste caso, nós seríamos forçados a disponibilizar navios em regime de rotação para todas essas tarefas. A participação na defesa antimíssil irá nos enfraquecer em outras áreas. Hoje, a Marinha funciona com base em fundos limitados e poderá ser forçada a usar mais dinheiro e efetivos para cumprir essa tarefa", acrescentou Ulriksen ao Klassekampen.

De acordo com Sverre Lodgaard, antigo diretor do Instituto dos Assuntos Internacionais Norueguês (Norwegian Institute of International Affairs, NUPI), o escudo antimíssil dos EUA teve fraca justificação desde o início.

"Após o acordo nuclear que foi assinado com o Irã em 2015, a realidade mudou. A OTAN acredita que hoje ainda existe necessidade para o escudo de defesa antimíssil, mas diz que ele já não está direcionado para o Oriente Médio. Contudo, é um fato que o programa de defesa antimíssil dos EUA causou muitas preocupações na Rússia e China", frisou Sverre Lodgaard ao Klassekampen.

"Os investimentos são grandes, mas ninguém sabe para que servem", adicionou.

É importante destacar que, nos últimos 15 anos, a Noruega passou de opositora ao escudo antimíssil a firme apoiante dos planos da OTAN.

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Conforme outra investigadora do NUPI e especialista em Rússia, Julie Wilhelmsen, a abordagem pela Noruega da questão de defesa é marcada pelo conceito que o país é pequeno e depende da proteção estadunidense, o que é profundamente lamentável porque às vezes leva a medidas indiscriminadas para obter "garantias".

Wilhelmsen opina que a participação da Noruega no escudo antimíssil da OTAN seria um grande passo abandonando uma política equilibrada em direção aos EUA e à OTAN. No pior caso, isso poderá resultar em um conflito armado, avisou.

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"A contribuição para a defesa antimíssil será vista como parte da tendência em que a Noruega não é mais um território de equilíbrio entre o Ocidente e o Oriente, mas um aliado agressivo dos EUA", sublinha Wilhelmsen em entrevista ao Klassekampen.

Além disso, Wilhelmsen chamou atenção para as preocupações da Rússia com o fato que a defesa antimíssil poderá ser rapidamente transformada em uma arma ofensiva. Por isso, na opinião dela, a participação no escudo antimíssil seria má ideia nas circunstâncias atuais.

"Nós estamos dentro de uma espiral de rearmamento que poderá resultar em um conflito militar. Agora, isso é expressado por exercícios militares e implantação de instalações militares. Mas poderá facilmente levar a confrontações se continuarmos perseguindo essa linha em vez de encontrar pontos de comunicação", sugere.

A análise de defesa está sendo preparada pelos cientistas do Estabelecimento de Pesquisas de Defesa da Noruega (Norwegian Defense Research Establishment, FFI) e da Agência da Defesa Antimíssil dos EUA (US Missile Defense Agency, MDA).  Em resumo, a Noruega poderá se tornar parte da defesa antimíssil da OTAN em um ano.

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