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Cidadãos dos EUA não acreditam em ingerência da Rússia nas eleições

© AP Photo / YURI GRIPAS / AFPRobert Cardillo, diretor da Agência Nacional de Informação Geoespacial, testemunha em frente da Comissão Especial do Senado para Inteligência na Colina do Capitólio em Washington, DC, em 27 de setembro de 2016
Robert Cardillo, diretor da Agência Nacional de Informação Geoespacial, testemunha em frente da Comissão Especial do Senado para Inteligência na Colina do Capitólio em Washington, DC, em 27 de setembro de 2016 - Sputnik Brasil
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Os cidadãos americanos não acreditam que a Rússia possa ter de alguma forma interferido nos resultados das eleições nos EUA, declarou o observador do canal Fox News e ex-governador do estado do Arkansas, Mike Huckabee.

Ao político americano foi perguntado que impacto tiveram sobre os residentes dos EUA as audições no Senado dos EUA em relação aos ataques de hackers, alegadamente realizados por Moscou.

"Muito pequeno. Porque a maioria dos americanos não acredita que os russos influenciaram as eleições nos EUA. Mesmo que seja provado que eles tenham arrombado nossos sistemas e obtido as mensagens de John Podesta [chefe de campanha de Hillary Clinton], não há um grão de evidencia que isso tenha influído na votação das pessoas ou que os russos tenham interferido nas próprias eleições", explicou Huckabee.

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O observador do Fox News apontou que, há alguns anos, o presidente dos EUA Barack Obama e muitos representantes da sua administração tentaram influir nos resultados das eleições em Israel, investindo nisso milhões de dólares. Mas isso não é um tema muito discutido nos EUA, se queixou ele.

O especialista político apelou aos EUA para "serem honestos" e admitirem que ciberataques contra outros países fazem para eles parte da ordem natural das coisas.

"Nós estamos tentando arrombar os russos, chineses, norte-coreanos, iranianos, todos de quem receamos? Se isso não for assim — somos idiotas! Claro que o estamos fazendo", acrescentou.

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A Inteligência Nacional dos EUA planeja apresentar, na próxima semana, o relatório sobre "ataques cibernéticos" da Rússia. Segundo disse o diretor da Inteligência, James Clapper, o documento não irá conter "informação sensível" sobre fontes e métodos de investigação.

Durante a corrida eleitoral nos EUA, Moscou foi reiteradamente acusada de alegadamente tentar influir nos resultados das eleições. As autoridades russas desmentiram tal informação.

Vladimir Putin sublinhou que as cartas vazadas para a rede da Internet por hackers não têm nada que corresponda aos interesses da Rússia.

O chefe da chancelaria russa, Sergei Lavrov, por sua vez, chamou atenção em entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera para o fato de "os autores de tais insinuações" ainda não terem apresentado elementos de prova de tentativas de Moscou de interferir no processo eleitoral nos EUA.

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