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Notícias sobre política, economia e sociedade do Brasil. Entrevistas e análises de especialistas sobre assuntos que importam ao país.

Retrospectiva 2016: Impeachment da presidenta Dilma Rousseff

© Divulgação/Dilma RousseffDilma Rousseff
Dilma Rousseff - Sputnik Brasil
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Apesar deste ano que termina ter sido muito rico em notícias, o acontecimento de maior importância para o Brasil em 2016, sem dúvida, foi o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Lembre como foi.

Dilma Rousseff em 29 de agosto de 2016 - Sputnik Brasil
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Senado aprova impeachment e Dilma perde mandato
O ano de 2016 foi marcado por grandes abalos estruturais na política mundial e nacional. Brexit desfigurou o futuro da UE. Trump surpreendeu o mundo e confirmou na prática as suspeitas de que a balança está tendendo para a direita no mundo todo. O Oriente Médio novamente se tornou o palco do Greate Game entre as potências mundias. Com tudo isso, dificilmente, no entanto, algo pode superar a importância do impeachment sofrido pela presidenta Dilma Roussef para o cenârio nacional.

Classificado por muitos especialistas como um golpe de Estado parlamentar, o impeachment começou a ser desenhado ainda no ano de 2015. Para dizer o mínimo. Depos da reeleição disputadíssima com o fraco candidato tucano, Dilma enfrentou protestos e traição de sua inconsistente base aliada.

O país estava abalado pelos protestos de 2013 e pelos escândalos de corrupção evidenciados pela Operação Lava Jato. Dessa forma, já era claro que a governabilidade seria um desafio para a presidenta reeleita em um cenário econômico de crise. 

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de abertura da Conferência Nacional de Direitos Humanos - Sputnik Brasil
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Dilma acusa Eduardo Cunha de ser o "pecado original do impeachment"
Eduardo Cunnha aceita um dos pedidos de impeachment

Ainda em novembro de 2015, o Conselho de Ética começa uma investigação de quebra de decoro do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acusado de mentir sobre contas na Suíça. No início de dezembro, a bancada do PT vota pela continuidade das investigações sobre Cunha. Em 2 de dezembro, Cunha, que já havia rompido com o governo em julho, aceita um dos pedidos de impeachment, em franca atitude de vingança ao PT.

Protestos nas ruas

© Rovena Rosa/ Agência BrasilManifestação pró-impeachment na Avenida Paulista em São Paulo
Manifestação pró-impeachment na Avenida Paulista em São Paulo - Sputnik Brasil
Manifestação pró-impeachment na Avenida Paulista em São Paulo

Na tentativa de articular o Congresso, Dilma anunciou a nomeação do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil, em 16 de março. A medida foi anulada no dia seguinte pelo ministro do STF Gilmar Mendes. A justificativa seria de que a nomeação de Lula visaria obstruir investigações contra si mesmo na primeira instância da Justiça, já que o cargo daria foro privilegiado ao ex-presidente.

Em meio às reviravoltas políticas de Brasília,  ruas das maiores cidades do país ficaram tomadas por manifestantes no dia 13 de março. Eles pediam a saída de Dilma Rousseff do cargo. Os protestos continuariam nos próximos dias. Os manifestantes, trajados em sua maioria com camisas da seleção brasileira de futebol, diziam ser contra o governo PT, a corrupção, e a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil. Manifestações a favor do governo também começaram a tomar força, provocando eventuais conflitos entre manifestantes, apesar de, em geral, a violência nas ruas não foi algo que marcou o ano.

Câmara aprova impeachment

Impeachment é aprovado na Câmara dos Deputados - Sputnik Brasil
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Câmara diz 'sim' a impeachment de Dilma
Em 18 de abril, em uma sessão que durou mais de dois dias, 367 deputados votaram pela admissibilidade do impeachment e processo seguiu para o Senado. As falas dos deputados foram um espetáculo a parte. Muitos agradeceram às famílias, a Deus e aos Estados. As cenas rodaram o mundo e foram reproduzidas pela internet, por usuários que pela primeira vez se deram conta de como são os representantes da população no legislativo.

Senado admite o impeachment e Dilma é afastada

© Valter Campanato/Agência BrasilDilma e Jaques Wagner na janela do Palácio do Planalto
Dilma e Jaques Wagner na janela do Palácio do Planalto - Sputnik Brasil
Dilma e Jaques Wagner na janela do Palácio do Planalto

Em 12 de maio, 55 senadores aprovaram no plenário o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) favorável ao impedimento de Dilma. A presidente foi notificada da decisão e afastada do cargo. A votação no Senado foi mais tranquila, do que na Câmara e o resultado já era anunciado com antecedência pela imprensa brasileira.

Senado aprova o impeachment e Temer toma posse definitiva

Michel Temer durante uma cerimônia dedicada ao Bolsa Família em 29 de junho de 2016 - Sputnik Brasil
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Michel Temer toma posse definitiva na presidência da República
Depois de um longo processo de trabalho, em 31 de agosto, nove meses após o início da tramitação, o impeachment é aprovado por 61 senadores em sessão presidida pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Apesar de perder o mandato, Dilma não teve os direitos políticos cassados, pois a votação de cada questão foi a parte. Ainda em 31 de agosto, Temer é empossado pelo Congresso. O Brasil tem um novo presidente.

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