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Ministro da Saúde prevê alta de casos de chikungunya em 2017

Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e da chikungunya
Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e da chikungunya - Sputnik Brasil
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Com a chegada do verão e o período chuvoso aumenta a preocupação dos brasileiros e o alerta contra as doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (26), que a contaminação por chikungunya deve subir em 2017.

Ao falar sobre medidas adotadas na gestão dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), o ministro da Saúde, Ricardo Barros falou sobre a previsão de combate a dengue, o zika vírus e a chikungunya no próximo ano. 

Segundo  Ricardo Barros, a febre chikungunya será o maior desafio de saúde pública em 2017. A expectativa é de se fechar 2016 com uma alta 627% de crescimento dos casos da doença.

"Nós tínhamos 25 mil casos, em 2015, 250 mil em 2016, e a previsão é de alta, não de dez vezes como aconteceu de 2015 para 2016, mas a previsão é de alta este ano. A nossa expectativa é  que aumente os casos de chikungunya. Dengue e zika o número de casos deve ser mantido. Como agora temos testes rápidos, temos outras tecnologias, ainda não temos as vacinas, mas teremos. Temos uma vacina já no mercado para dengue, mas são três doses semestrais tem um efeito até lá. Temos outras tecnologias de mosquitos estéreis, da bactéria Volbaquia, de armadilhas, tem várias coisas no mercado para combater o mosquito, tem larvicidas novos. Este ano, acho que até o final do ano teremos essas nossas vacinas que estão em teste fase dois, teste de macacos, elas possam nos dar resultados mais positivos rapidamente."

Ministério da Saúde e o Instituto Butantan lançam  em São Sebastião, Distrito Federal, a 3ª fase dos testes em humanos da vacina contra dengue - Sputnik Brasil
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Começa última etapa de testes da vacina contra dengue em humanos
Antes do Natal, o ministério da Saúde lançou um novo guia clínico sobre a doença para orientar os profissionais da área de saúde no tratamento da chikungunya. O documento apresenta informações para casos graves, os cuidados com as gestantes, medicamentos recomendados, exames necessários, o tratamento e as ações de vigilância para a doença. Com o guia é possível diferenciar com mais precisão um caso de chinkungunya de outros agravos suspeitos e, com isto, iniciar imediatamente o tratamento correto.  

O ministro da Saúde também falou sobre a promessa de entregar repelentes para as 484 mil gestantes inscritas no programa Bolsa Família, mas explicou que a burocracia tem atrasado o processo de compra do produto. 

O governo comprou ainda 3,5 milhões de testes rápidos que conseguem verificar em 20 minutos se o paciente está ou não infectado pelo zika vírus. Ainda estão sendo investidos R$ 10 milhões nos estudos da vacina contra o zika pelo Instituto Evandro Chagas em parceria com a Universidade do Texas, e mais R$ 11,6 milhões no desenvolvimento da vacina da zika pela Fiocruz e outros R$ 100 milhões na pesquisa clínica da vacina da dengue pelo Instituto Butantan.

Conforme levantamento do Ministério da Saúde, que saiu no dia 10 de dezembro, houve uma queda de 9,1% nos casos de dengue (1.487.673 casos ao total), e registrou 211.770 casos prováveis de zika, pois nem todos tiveram constatação com teste e 263.589 casos prováveis de chikungunya.

Desde outubro de 2015, foram 2.289 casos de microcefalia registrados no Brasil e, em um ano, houve uma redução em 86% dos nascimentos de bebês com microcefalia. Segundo Ricardo Barros, a doença está controlada, pois o susto fez com que as pessoas se cuidassem mais. 

Durante seu balanço dos 200 dias à frente do ministério da Saúde, Barros anunciou ainda a liberação de mais de R$ 960 milhões para funcionamento e manutenção de mais 1,9 mil serviços na rede pública de saúde, que não tinham contrapartida do governo federal. Os recursos vão ser utilizados na ampliação de serviços hospitalares e ambulatoriais em urgências e emergências, além de atenção psicossocial, saúde bucal, oncologia, Unidades de Terapia Intensiva, Rede Cegonha, de assistência à gestantes e Bebês e atendimentos de alta complexidade. De acordo com o ministro, a economia feita no período possibilitou que fossem reinvestidos quase R$ 2 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

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