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Refugiadas recebem apoio para se adaptar ao mercado de trabalho do Brasil

© Roberto Castro/ME/Brasil2016Refugiados indo para a Europa
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O Brasil abriga, hoje, 8.800 refugiados, dentre as 28.670 pessoas que solicitaram refúgio ao Ministério da Justiça. Grande parte deste contingente é feminino, e muitas destas mulheres têm formação acadêmica de alto nível.

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Para colocar as mulheres refugiadas no mercado de trabalho brasileiro, o ACNUR (Alto Comissariado da ONU para Refugiados) e outras entidades criaram o projeto Empoderando Refugiadas.

A iniciativa da criação do projeto é do Grupo de Direitos Humanos e Trabalho da Rede Brasil do Pacto Global, e o seu implemento compete ainda à ONU Mulheres, à Caritas SP (órgão da Arquidiocese de São Paulo), ao PARR (Programa de Apoio para Recolocação de Refugiados) e à Agência de Recursos Humanos Fox Time, sediada em São Paulo.  

Segundo a assessora de imprensa da Fox Time, Danielle Pieroni, o tempo médio de colocação das refugiadas no mercado de trabalho nacional é de dois meses em média, contados da primeira entrevista na triagem inicial a que são submetidas.   

Falando à Sputnik Brasil, Danielle Pieroni explica o que é o projeto Empoderando Refugiadas:

"É um projeto que tem como objetivo principal trabalhar o empoderamento das mulheres através da informação, pelo fato de lidar com pessoas em extrema situação de vulnerabilidade. São mulheres que chegam ao Brasil fugindo de situações extremas em seus países de origem, muitas delas sem saber nada ou sabendo muito pouco do Brasil. Além disso, boa parte destas mulheres tem quatro, cinco filhos, ou mais, e precisa se viabilizar economicamente. O projeto então procura transmitir todo tipo de informação para que estas mulheres possam obter empregos."

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De acordo com Danielle Pieroni, o projeto se divide basicamente em duas etapas: "Na primeira etapa, fornecemos informações sobre mercado de trabalho: como entrar nele ou como empreender seu próprio negócio; na segunda etapa, encaminhamos para entrevistas de emprego, dando toda orientação sobre como estas mulheres devem se comportar diante dos entrevistadores e recrutadores de mão de obra feminina."

Até chegar à Fox Time, as refugiadas passam por uma fase preliminar de triagem no ACNUR, no PARR e na Caritas São Paulo. Neste órgão, elas são precadastradas e encaminhadas à Fox Time, a quem competirá direcioná-las para o efetivo emprego.

Neste primeiro ano de funcionamento do projeto Empoderando Refugiadas, 34 mulheres obtiveram colocações, segundo Danielle Pieroni. Em sua maioria, elas são provenientes da Síria, do Congo, de Angola e da Colômbia.

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