Libertação de Aleppo poderia ter provocado o assassinato do embaixador russo na Turquia

© YoutubeCena perto de onde o embaixador russo na Turquia Andrei Karlov foi assassinado
Cena perto de onde o embaixador russo na Turquia Andrei Karlov foi assassinado - Sputnik Brasil
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Os infelizes com a expulsão de militantes da cidade síria de Aleppo poderiam estar por trás do assassinato do embaixador russo na Turquia, no entanto, todas as evidências devem ser investigadas, disse Yasar Yakis, ex-ministro das Relações Exteriores da Turquia, à Sputnik na terça-feira (20).

Nesta segunda-feira (19), o embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov, foi assassinato por um atirador em uma galeria de arte, em Ancara. Além da trágica morte, o ataque deixou três pessoas feridas. O ministro das Relações Exteriores da Rússia se referiu ao incidente como ato terrorista.

"Este ato criminoso é extremamente lamentável e pôde ter sido cometido por partes insatisfeitas com a melhoria da cooperação turco-russa e com a expulsão das facções da oposição síria de Aleppo. No entanto, todas as evidências devem ser mantidas em aberto até que sejam apuradas as provas concretas sobre o motivo do assassinato", disse Yakis.

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Yakis classificou o assassinato do diplomata russo como "um ato criminoso extremamente lamentável" que entristeceu profundamente "todos na Turquia".

"As autoridades de ambos os países parecem estar cooperando genuinamente para descobrir a causa-raiz do ato desprezível", disse o ex-ministro.

Ambos os ministros das Relações Exteriores da Rússia e Turquia, Sergei Lavrov e Mevlut Cavusoglu, que discursaram logo após o ataque ao embaixador russo, disseram que o ataque não passou de uma tentativa de romper os laços russo-turcos e os esforços conjuntos dos dois países na resolução do conflito sírio.

Na sexta-feira (16), o governo sírio e os militantes, mediados pela Rússia, Turquia e Irã, acordaram completar a evacuação das áreas ainda controladas por militantes em Aleppo.

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