Assessor de Erdogan: morte de embaixador foi para impedir encontro sobre Síria em Moscou

© AP Photo / Selahattin Sevi, FileClérigo turco muçulmano Fethullah Gulen
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O principal assessor de Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, acusou o Ocidente de planejar o ataque ao embaixador russo Andrei Karlov, assassinado nesta segunda-feira, em Ancara, para sabotar o importante encontro programado para amanhã, em Moscou, sobre a crise síria.

Em entrevista à Sputnik, Ilnur Cevik disse que o fortalecimento das relações entre russos e turcos, como visto nos esforços conjuntos para ajudar a população de Aleppo, provocou a raiva de países como Estados Unidos e Alemanha, que teriam decidido agir através do movimento do clérigo Fethullah Gulen para romper essa aliança e minar as negociações desta terça-feira entre os ministros de Defesa e Relações Exteriores de Rússia, Turquia e Irã. 

"Nós vamos ver a conexão entre o encontro de amanhã e esse assassinato. Essa reunião trilateral foi criada para e tem perspectivas de resolver a crise síria", afirmou Cevik.

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Para o assessor do presidente turco, era inevitável que o Ocidente tentasse sabotar essas relações, vistas como uma ameaça aos seus interesses.

"É triste que eles tenham usado um policial afiliado à organização terrorista de Fethullah Gulen para matar o embaixador. Essa organização também esteve por trás da queda do jato russo, que prejudicou nossas relações."

De acordo com Cevik, os EUA já demostraram irritação com o sucesso da cooperação entre Moscou e Ancara na Síria, e estariam dispostos a sabotar as relações russo-turcas em todas as áreas.

"Eles (americanos) veem isso como uma grande aliança que irá prejudicar os interesses ocidentais. Os americanos têm destacado recentemente que a cooperação russo-turca na Síria tem marginalizado Washington, e eles vêm criticando sua própria administração", acrescentou. 

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