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Após denúncia, Calheiros faz duras críticas a Janot

© Jane de Araújo/Agência SenadoRenan Calheiros fala com a imprensa nesta terça (13) e critica denúncias de Janot
Renan Calheiros fala com a imprensa nesta terça (13) e critica denúncias de Janot - Sputnik Brasil
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No dia seguinte após ser denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) fez duras críticas nesta terça-feira (13) ao trabalho do Ministério Público.

Plenário do Senado - Sputnik Brasil
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AO VIVO: Senado vota PEC do Teto de Gastos em segundo turno
Renan chamou a decisão de Janot de retaliação política, pelo fato do Senado ter recusado o nome de três procuradores para integrarem o Conselho Nacional do Ministério Público do Conselho Nacional de Justiça.

"Porque o Senado rejeitou três nomes que compõe hoje a Força Tarefa para o Conselho Nacional do Ministério Público. O Ministério Público infelizmente, passou a fazer política, só política. Quando você faz política, você perde a condição definitivamente de ser o fiscal da lei."

O presidente do Senado ainda criticou os vazamentos das delações premiadas dos ex-executivos da Odebrecht. Calheiros voltou a afirmar que as declarações divulgadas  não tem comprovações e que, no caso dele, segue tranquilo. Para Renan Calheiros as acusações contra ele serão mais uma vez arquivadas.

"A primeira denúncia já havia sido arquivada por falta de provas e essa denúncia de ontem (12) derivava da primeira. Não há sequer acusador. A empresa negou que tivesse feito doação, o deputado negou que tivesse falado em meu nome absolutamente. Essa denúncia terá o mesmo destino das outras denúncias, ela será arquivada, porque eu nunca cometi crime, nunca cometi irregularidades e sempre tive muito cuidado com a minha vida pública e com a minha vida pessoal."

Para a última semana de trabalhos no Senado antes do recesso do fim de ano, Renan Calheiros prometeu ainda uma agenda cheia de votações, que começou nesta terça-feira (13) com a aprovação, em segundo turno, do texto-base da PEC que estabelece um teto para gastos públicos nos próximos 20 anos. Em sessão tumultuada, o texto foi aprovado por 53 votos a favor e 16 contra. Eram necessários 49 votos, cerca de 3/5 dos senadores para que a PEC fosse aprovada.

O Senado quer votar ainda o projeto sobre abuso de autoridade e do extrateto, para acabar com os super salários na administração pública.

 

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