McFaul teme 'ligações com a Rússia' do possível secretário de Estado dos EUA

© AFP 2022 / Ben StansallRex Tillerson, o candidato para o cargo do secretário de Estado dos EUA
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O ex-embaixador dos EUA na Rússia Michael McFaul teme a possível nomeação do chefe da ExxonMobil, Rex Tillerson, para o cargo do secretário de Estado na administração Trump porque ele pode melhorar as relações com a Rússia.

De acordo com relatos da mídia, Trump está considerando a candidatura de Tillerson para o cargo de secretário de Estado. Tillerson foi imediatamente criticado por democratas e por alguns republicanos, que disseram que ele tem "ligações com a Rússia", porque a ExxonMobil realizou projetos conjuntos com a Rosneft e Tillerson se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin.

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Em um programa da NBC no domingo McFaul foi questionado ele tem receio de virem a ser estabelecidas "ligações pessoais mais próximas a entre Tillerson e a Rússia.

"Sim, para ser honesto, sim", disse McFaul.

"Quando eu estava no governo, eu apoiava o trabalho de ExxonMobil com a Rosneft, a maior empresa de petróleo do país. Nós pensávamos que era de interesse nacional da América — reforçar as relações econômicas", acrescentou o ex-embaixador.

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Ele acrescentou que aprova as sanções americanas impostas por causa das divergências sobre a Ucrânia, incluindo contra a Rosneft e seu chefe Igor Sechin. "Eu quero saber o que o Sr. Tillerson está pensando sobre uma ampla gama de questões, não só sobre a energia. Mas inicialmente isso [a possível nomeação] me preocupa", disse McFaul.

De acordo com o conselheiro da sede eleitoral de Trump, Carter Page, que chegou a Moscou na semana passada, o acordo da privatização de 19,5% das ações da Rosneft mostra que as sanções do Ocidente prejudicaram mais não a empresa russa, mas os empresários ocidentais.

McFaul também não duvida das alegações dos serviços secretos dos EUA de que a Rússia alegadamente esteve envolvida no processo eleitoral nos EUA. "Isso foi feito por duas razões. Uma é vingança contra a secretária de Estado (dos EUA Hillary) Clinton. Recordemos que Vladimir Putin acredita que ela esteve envolvida nas eleições dele, nas eleições parlamentares em dezembro de 2011, e ele disse isso publicamente. Eu o ouvi falar sobre isso em privado. Em segundo lugar, o presidente eleito Trump apoia muitas posições na política externa que Vladimir Putin também apoia", disse ele.

Conforme o jornal Washington Post, citando suas próprias fontes, a CIA concluiu que a Rússia interferiu no curso das eleições presidenciais nos EUA para ajudar Trump a ganhar. Acusações semelhantes contra a Rússia em outubro apareceram do Departamento de Segurança Interna e da Inteligência Nacional dos EUA. O FBI não se juntou a essas acusações, o que atraiu críticas de democratas e alguns republicanos.

A possível nomeação de Rex Tillerson como secretário de Estado pode pôr fim às tensões nas relações com a Rússia, acredita o conselheiro da sede eleitoral do presidente eleito dos EUA Donald Trump, Carter Page.

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Anteriormente, o canal de televisão NBC informou que Trump teria escolhido Rex Tillerson para o cargo de secretário de Estado. Trump elogiou Tillerson em uma entrevista à Fox News no domingo, mas se recusou a dizer se iria nomeá-lo ou não. O presidente eleito se limitou a dizer que estava "muito próximo" de tomar a decisão. A sede de campanha de Trump disse que a apresentação não aconteceria até  segunda-feira.

Como disse Page à Sputnik Internacional, a possível nomeação de Tillerson como secretário de Estado dos EUA "marca o início de uma nova era" nas relações entre Moscou e Washington, que passou por uma “longa história de relações conflituosas". Além disso, o ex-conselheiro de Trump acredita que, graças à possível nomeação de Tillerson para o cargo de secretário de Estado, a política externa do país pode melhorar significativamente.

"A escolha de Rex Tillerson como próximo secretário de Estado representará uma melhoria significativa na relação dos EUA com o mundo", disse Page.

Entre os candidatos para o cargo de principal diplomata dos EUA, além de Tillerson, a mídia indica o ex-candidato presidencial Mitt Romney, o ex-representante dos EUA na ONU, John Bolton, o senador Bob Corker, o ex-embaixador na China John Huntsman, o senador Joe Manchin, o ex-chefe da CIA David Petraeus, o político republicano Dana Rohrabacher e o almirante na reserva James Stavridis. O ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani também tinha sido activamente falado, mas na sexta-feira (9) disse que não pretende exercer nenhum cargo na administração Trump.

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