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América Latina viveu uma tempestade perfeita, segundo Dilma e Kirchner

© Roberto Stuckert Filho/PRCristina Kirchner e Dilma Rousseff
Cristina Kirchner e Dilma Rousseff - Sputnik Brasil
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A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, criticou nesta sexta-feira o governo de Mauricio Macri, a quem acusou de provocar uma "tempestade perfeita" para justificar os cortes que queriam realizar a sua política neoliberal.

Dilma cumprimenta Cristina Kirchner, no Itamaraty - Sputnik Brasil
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Dilma Rousseff participa de conferência ao lado de Cristina Kirchner (VÍDEO)
"Na Argentina foi criada uma tempestade perfeita de atribuir a culpa ao governo anterior (…) ", disse a ex-presidente argentina.

Kirchner discursou nesta sexta-feira na companhia da ex-presidente Dilma Rousseff em São Paulo, e manifestou críticas ao neoliberalismo e debateu sobre os fracassos da esquerda latino-americana, que permitiu a ascensão da direita no continente, particularmente no Brasil e na Argentina.

As duas políticas participaram em São Paulo da conferência "A luta política na América Latina hoje", promovida pela Fundação Perseu Abramo, para discutir o futuro do continente. As duas falaram ao público reunido na Casa de Portugal para defender os legados sociais de seus governos e a necessidade de mobilização para que as conquistas enumeradas por elas — a queda da desigualdade como a principal — não se percam. Ambas também criticaram o neoliberalismo e a "grande mídia".

A ex-presidenta brasileira, que perdeu o cargo sob a acusação de ter maquiado contas — as famosas pedaladas fiscais —, criticou "a desregulamentação da atividade financeira, a intensificação da privatização, a redução da presença do Estado na economia", todas políticas atribuídas por ela aos governos que antecederam as gestões do PT no Brasil. Repetindo o que dizia quando ainda era presidenta, Dilma atribuiu a desaceleração da economia brasileira a fatores externos, como a queda no preço das commodities, e internos, como a seca e a crise política, "que começou no dia seguinte da eleição, quando eles [opositores de seu Governo] pediram recontagem dos votos".

Ao falar do Governo Temer, Dilma chamou o impeachment de golpe, criticou a PEC do teto de gastos e condenou a "reforma ultraconservadora da Previdência".

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