'Documento político': OSCE responde carta da Sputnik sobre decisão do Parlamento Europeu

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O Gabinete da Representante da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para a Liberdade de Imprensa, Dunja Mijatovic, respondeu à carta da Sputnik que apelava para a adoção de medidas contra as restrições à liberdade de imprensa na União Europeia.

A agência internacional de notícias Sputnik - Sputnik Brasil
Rússia exige reação adequada da OSCE frente à resolução contra mídia russa
A Sputnik decidiu apelar a várias organizações internacionais, incluindo a ONU, a UNESCO, a OSCE e a Repórteres sem Fronteiras, depois de o Parlamento Europeu ter aprovado uma resolução para combater a mídia russa.

Em sua carta de resposta, Mijatovic ressaltou especificamente os pressupostos políticos da resolução do Parlamento Europeu. 

"A Representante observou que o documento tem uma natureza política óbvia que não implica quaisquer ações ou restrições juridicamente vinculativas contra os meios de comunicação russos. Ele também é referido pelo Parlamento Europeu como uma ‘resolução não legislativa’”, afirma a carta da OSCE, prometendo tomar medidas para que a liberdade de imprensa possa ser protegida dentro da organização.

Carta da OSCE à Sputnik
Carta da OSCE à Sputnik - Sputnik Brasil
Carta da OSCE à Sputnik

"Dentro do âmbito do seu mandato (…) a Representante irá sempre observar e agir se a liberdade dos meios de comunicação estiver ameaçada na região da OSCE", disse a carta.

Agência de notícias Sputnik - Sputnik Brasil
Jornalistas brasileiros reagem à resolução do Parlamento Europeu contra a mídia russa
No final do mês passado, o Parlamento Europeu aprovou um projeto de resolução proposto pela legisladora polonesa Anna Elzbieta Fotyga "sobre a comunicação estratégica da União Europeia para neutralizar a propaganda contra o bloco por parte de terceiros".

O documento considera que a Rússia está supostamente empenhada em promover a propaganda contra a União Europeia por meio de suas agências de notícias, como a RT e a Sputnik, e equaciona tal “ameaça” à ameaça representada pelo grupo terrorista Daesh (autodenominado Estado Islâmico).

A resolução afirma que a Sputnik e a RT representam um perigo para a unidade europeia e pede um financiamento extra da Comissão Europeia para projetos de contrapropaganda. 

Dos 691 legisladores que participaram da votação, 304 votaram a favor da resolução, 179 votaram contra, e 208 se abstiveram. Portanto, menos de metade dos legisladores apoiou o documento.

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