Vergonha? Dinamarca planeja retirar caças da Síria e Iraque por matar soldados sírios

© AFP 2022 / HENNING BAGGER / SCANPIX DENMARKCaças F-16 da Dinamarca no Show Aéreo da Dinamarca em Karup, 2014 (foto de arquivo)
Caças F-16 da Dinamarca no Show Aéreo da Dinamarca em Karup, 2014 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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As autoridades da Dinamarca planejam retirar seus sete caças F-16 que participam da operação da coalizão internacional contra o grupo terrorista Daesh na Síria e no Iraque, informou a agência Reuters citando a televisão local.

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Nesta semana, a comissão militar norte-americana responsável pela investigação de incidentes informou que a Dinamarca participou dos ataques da coalizão em 17 de setembro, em resultado dos quais foram mortos combatentes ligados ao governo sírio, disse a Reuters. Depois dos dados terem sido publicados, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Anders Samuelsen, e o ministro da Defesa dinamarquês, Claus Hjort Frederiksen, decidiram retirar os aviões, destacou o canal de televisão dinamarquês TV2. A data da volta dos aviões à pátria não foi informada.

Aviões dinamarqueses começaram a atacar militantes do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países) na Síria e Iraque no âmbito da coalizão internacional, liderada pelos EUA, em agosto do ano passado.

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Os aviões da coalizão internacional realizaram quatro ataques em 17 de setembro contra tropas sírias que estavam cercadas pelos militantes do Daesh perto do aeródromo de Deir ez-Zor. Segundo os dados do governo sírio, os ataques resultaram na morte de 83 pessoas e mais de 100 ficaram feridas. Depois dos ataques, os militantes do Daesh passaram para a ofensiva contra posições do exército sírio.

Em setembro, Copenhague reconheceu o seu envolvimento nos bombardeamentos das posições do exército sírio na região da cidade de Deir ez-Zor, onde dois caças F-16 da Força Aérea da Dinamarca participaram da operação da coalizão. O comunicado, publicado no site das Forças Armadas da Dinamarca, destacou que Copenhague pedirá desculpas a Damasco quando os dados forem confirmados.

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