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Prefeito de Chapecó: 'Precisamos amenizar a dor das famílias'

© Divulgação / Prefeitura de ChapecóPrefeito de Chapecó Luciano Buligon
Prefeito de Chapecó Luciano Buligon - Sputnik Brasil
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"Nossas únicas palavras neste momento de intensa dor são para confortar os familiares e amigos das vítimas desta tragédia que abalou Chapecó, o Estado de Santa Catarina, todo o Brasil e, por que não dizer, todo o mundo."

Estas são palavras do prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, na entrevista que concedeu à Sputnik Brasil sobre o acidente com o avião da companhia LaMia em que estavam a delegação da Chapecoense e os jornalistas que iriam cobrir o jogo entre a equipe catarinense e o Atlético Nacional, de Medellín, Colômbia, na quarta-feira, 30, a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana 2016. O jogo foi cancelado pela Conmebol, a Confederação Sul-Americana de Futebol, e a direção do Atlético Nacional, nesta mesma terça-feira, 29, pediu à entidade que declare a Associação Chapecoense de Futebol como campeã da Copa Sul-Americana 2016.

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Chapecó está em luto oficial por 30 dias, a partir de hoje, e todas as festividades de Natal e Ano Novo no município foram canceladas, conforme revela o Prefeito Luciano Buligon.

A seguir, a entrevista exclusiva com o chefe da Municipalidade de Chapecó.

Sputnik: Antes de mais nada, receba a solidariedade de toda a equipe da Sputnik Brasil.

Luciano Buligon: Muito obrigado pela solidariedade. Estamos nesse momento de dor, e é o momento de recebermos a solidariedade que alivia nosso sofrimento. Nós estamos tomando as medidas únicas e exclusivas para atender as pessoas. É isso que nós queremos neste momento. Os familiares e toda a população de Chapecó, que se sentem muito tristes, muito abalados por essa tragédia, e nós estamos diminuindo esse tempo. Nós estamos chegando a Medellín o mais rápido possível para aliviar ou amenizar este sofrimento, fazendo a documentação e todo o trâmite diplomático necessários para que os corpos possam ser trazidos ao Brasil. Assim como o tratamento daqueles que foram feridos e que estão precisando, acima de tudo, das famílias. Precisamos amenizar a dor das famílias, das pessoas. É isso que queremos e é a isso que estamos nos dedicando. Recebemos o apoio do Governo Federal, do Governo Estadual, do presidente da República, que disponibilizou dois aviões, um para nos levar, junto com os médicos, e outro para trazer os corpos. É o espírito da solidariedade que, mais uma vez no Brasil, acontece em casos trágicos como este. Infelizmente terminamos o sonho de ser campeões dentro de campo…

S: Eu creio que não, porque o Atlético Nacional pediu à Confederação Sul-Americana que decrete a Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana.

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LB: Mais um ato generoso dos nossos irmãos colombianos neste momento de dor. Isso vem ajudar a amenizar, mas ninguém vai conseguir repor essas vidas que se perderam. O momento é de dor e de solidariedade e acima de tudo de nos colocarmos à disposição das famílias para compartilhar este momento doloroso, traumático, dessa tragédia que abalou não só Santa Catarina e o Brasil mas, por que não dizer, o mundo. O esporte mais praticado no mundo é o futebol, e [esta tragédia] abalou a comunidade mundial como um todo.

S: O senhor, a princípio, estaria nesse mesmo voo, não?

LB: Estaria. Eu e o presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense optamos, ontem, por ficar em São Paulo para participar de uma reunião. A partir do recebimento da notícia nós nos colocamos à disposição das famílias, decretamos luto oficial de 30 dias, cancelamos todas as festividades de Natal e também as aulas na rede pública. Afinal de contas, estamos vivendo uma tristeza coletiva em Chapecó. Um sentimento muito duro de perda, um sentimento que nós precisamos respeitar, Precisamos, acima de tudo, tentar de todas as formas amenizar este sentimento.

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