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Especialista russo: Brasil ainda pode retirar Temer do poder

© Lula Marques/AGPTMichel Temer
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Depois de o Brasil sobreviver a uma crise, que resultou em afastamento de Dilma Rousseff do poder, o país pode enfrentar uma crise nova e muito semelhante, podendo mesmo resultar no impeachment de Michel Temer, acha especialista russo.

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A respectiva opinião foi divulgada no ar da rádio Sputnik em russo pelo chefe do centro científico-informacional do Instituto da América Latina da Academia de Ciências da Rússia Aleksandr Kharlamenko.

Por quê?

O especialista argumenta a sua opinião com o fato que, durante a chefia de Dilma, Temer cumpria funções de vice-presidente, quer dizer que ele assinou todos os mesmos documentos que tinham a ver com o dinheiro do orçamento.

"Já na altura [do processo de impeachment a Dilma] se dizia que ele poderia vir a ser alvo de impeachment se baseando na mesma informação, se foi ela a causa disso," disse.

Seja como tenha sido na altura, o que acontece agora, segundo o especialista, é que o Brasil está sendo chefiado por um político que tem recorde de falta de popularidade, de acordo com dados de todas as pesquisas, e que continua perdendo popularidade por via de realizar reformas de choque na economia.

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Outra possível razão para afastamento de Michel Temer é o fato que uma das pessoas próximas ao atual presidente brasileiro, o ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima, alegadamente pressionou o ministro da Cultura do país, Marcelo Celero, para permitir a construção de um edifício milionário em Salvador não obstante os limites máximos de altura estabelecidos para a região.

Além disso, o próprio estatuto do presidente que nunca foi eleito e fundamentos semelhantes que existem para declarar impeachment, de acordo com Kharlamenko, são sem precedentes e há muito que deveria ser declarado o início do processo para eleições antecipadas.

"Mas, de acordo com a Constituição do Brasil, tudo isso depende da decisão do Congresso, e este último claramente não está interessado em se encontrar com eleitores prematuramente," notou.

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