ONG denuncia: uma mulher é assassinada a cada 30 horas na Argentina

© AFP 2022 / MARTIN BERNETTI / Abrir o banco de imagensProtesto contra o feminicídio em Santiago, no Chile, nesta quarta-feira (3)
Protesto contra o feminicídio em Santiago, no Chile, nesta quarta-feira (3) - Sputnik Brasil
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Um feminicídio é cometido a cada 30 horas na Argentina, segundo informe da ONG Casa do Encontro, que contabilizou o assassinato de 230 mulheres no país, vítimas da violência machista, até o último dia 31.

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Em consequência desses dados brutais, 294 filhos perderam suas mães na Argentina, sendo 173 deles menores de idade. De todos esses casos, pelo menos em 16 a vítima chegou a fazer uma denúncia na justiça contra o seu agressor, e 12 delas haviam conseguido uma ordem judicial contra o futuro assassino. 

As estatísticas foram compiladas pelo Observatório de Feminicídios Adriana Marisel Zambrano, com base no monitoramento de 120 agências e jornais de distribuição nacional ou regional. A conclusão é similar àquela que foi divulgada em junho passado pelo Escritório da Mulher da Suprema Corte argentina, que informou que um feminicídio no país acontecia a cada 37 horas.

Após uma visita de oito dias ao país sul-americano, a relatora especial da ONU Mulheres Dubravka Simonovic denunciou, nesta semana, que a Argentina tem "um problema sistemático e generalizado" para prevenir a violência contra as mulheres, prevenção essa que será celebrada na próxima sexta-feira, 25, Dia Internacional para Eliminação da Violência contra as Mulheres.

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