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Conselho de Ética abre processo contra ministro Geddel

© Foto / Valter Campanato/Agência BrasilGeddel Vieira Lima
Geddel Vieira Lima - Sputnik Brasil
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O Conselho de Ética da Presidência da República se reuniu nesta segunda (21) e decidiu por unanimidade abrir investigação sobre a conduta do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, no episódio que levou à demissão de Marcelo Calero do cargo de ministro da Cultura.

Marcelo Calero - Sputnik Brasil
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Ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero diz que sofreu pressão de Geddel para liberar obras
Pela manhã dos sete integrantes da Comissão, cinco votaram a favor da abertura do processo, mas um pedido de vista, mais tempo para analisar o caso, do advogado José Saraiva adiou o resultado. Porém,  à tarde, com a continuidade da reunião, o conselheiro voltou atrás do pedido de vista e também se posicionou favorável a abertura do processo para apurar se Geddel violou o código de conduta federal ou a Lei de Conflito de Interesses (Lei nº 12813).

O caso ganhou repercussão nacional, após Calero afirmar que decidiu pela demissão da pasta da Cultura, porque estava sofrendo pressão por parte de Geddel para liberar um empreendimento imobiliário de luxo em Salvador, onde Geddel teria comprado um apartamento. Na ocasião, Calero afirmou que a situação se tratava "claramente de um caso de corrupção".

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, o presidente Michel Temer informou nesta segunda-feira (21), que Geddel está mantido no cargo.

Ainda de acordo com o porta-voz da presidência da República, Alexandre Parola, o presidente Temer disse que as decisões do Ministério da Cultura vão ser tomadas através de critério “técnicos” e com base em marcos legais.

"O presidente Michel Temer ressalta que todas as decisões sob responsabilidade do Ministério da Cultura são e serão encaminhadas e tradadas estritamente por critérios técnicos, respeitados os marcos legais e preservada a autonomia decisória dos órgãos que o integram, tal como ocorreu no episódio de Salvador." 

Sobre as acusações de  Marcelo Calero, Geddel admitiu que conversou com o ex-ministro da Cultura sobre o embargo do Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em relação a obra em Salvador, porém, negou ter feito pressão.

Depois da notificação do Conselho de Ética da Presidência da República, ainda nesta segunda (21), Geddel terá dez dias para apresentar defesa. 

 

 

 

 

 

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