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Linha 4: Tragédia sem responsáveis no Metrô SP

© MAURICIO LIMA / AFPTragédia na obra de construção da linha 4 do metrô de São Paulo
Tragédia na obra de construção da linha 4 do metrô de São Paulo - Sputnik Brasil
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Os metroviários de São Paulo reagiram com indignação à decisão da Justiça de inocentar as 14 pessoas acusadas de serem responsáveis pela tragédia de 12 de janeiro de 2007. Naquela data, durante a construção da Estação Pinheiros do Metrô, o terreno cedeu, formando-se uma grande cratera que provocou 7 mortes.

Segundo relato de trabalhadores da obra naquela ocasião, pouco antes de o desmoronamento ocorrer 25 funcionários abandonaram às pressas o canteiro de obras do Metrô. As paredes cederam por volta das 14 horas daquela sexta-feira, e no curtíssimo espaço de apenas 1 minuto e 50 segundos o desabamento fez o buraco atingir 80 metros de diâmetro e 38 metros de profundidade. Algumas das vítimas fatais estavam dentro de um micro-ônibus que foi tragado pela cratera.

Decorridos alguns anos da tragédia, 14 pessoas, entre funcionários do Metrô, do consórcio de empreiteiras e de empresas que projetaram a obra foram feitos réus pelo desabamento das paredes da obra conduzida pelo Consórcio Via Amarela, formado pelas empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Correa e Andrade Gutierrez. 

Em maio deste ano, a Juíza Aparecida Angélica Correia, da 1.ª Vara Criminal, decidiu que as provas técnicas apresentadas pelos peritos que analisaram o acidente permitiram concluir e estar provado que os 14 réus não concorreram para o desabamento e para as consequentes mortes.

Inconformado com as absolvições dos réus, o Ministério Público recorreu, e nesta quinta-feira, 17, o segundo grau de Justiça manteve a decisão anterior, inocentando os que eram considerados responsáveis pela tragédia.

Para o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, toda esta sequência de fatos merece ser criticada. Em entrevista à Sputnik Brasil, o dirigente da entidade, Alex Fernandes, afirma: 

"A Linha 4 do Metrô de São Paulo, esta em que ocorreu a tragédia, é a única a ser administrada pela iniciativa privada. Como tal, os empresários responsáveis pelas obras não admitiram que os nossos engenheiros acompanhassem os trabalhos de construção, apesar de toda a nossa insistência. Infelizmente, as obras do Metrô de São Paulo estão cercadas de corrupção, e a nós só resta nos indignar com tudo que aconteceu: a negligência no projeto da obra e na realização dos trabalhos, as 7 mortes que ocorreram e a absolvição de todos aqueles que contribuíram para esta tragédia."

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