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Operação 'histórica' prende ex-governador do Rio, saiba por quê

© Divulgação PFPolícia Federal em operação (foto de arquivo)
Polícia Federal em operação (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal deteve o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Ele é acusado de receber mais de 220 milhões de reais em propina para fechar contratos públicos.

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Declarações de ministro da Justiça colocam em dúvida blindagem da Polícia Federal
De acordo com a Globo, outras nove pessoas foram detidas na manhã de hoje. São elas Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, Hudson Braga, Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, Luiz Carlos Bezerra, Wagner Garcia, José Orlando Rabelo, Luiz Paulo Reis (prisão preventiva), Paulo Fernando Magalhães Pinto e Alex Sardinha da Veiga (prisão temporária).

As obras públicas em questão são a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, o PAC Favelas e o Arco Metropolitano. O Ministério Público Federal (MPF) afirma possuir evidências de Cabral ter recebido 2,7 milhões de reais da construtora Andrade Gutierrez para construção no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro.

Origem indiana

A operação foi batizada Calicute, em homenagem à cidade indiana, onde Pedro Alvares Cabral enfrentou uma situação apertada com moradores locais.

O Cabral brasileiro provocou saia justa no Rio (com 38 mandados de busca e apreensão, 8 de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 14 de condução coercitiva) e no Paraná (com 14 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva e um de prisão temporária).

Pormenores

De acordo com fontes citadas pelo Estado de São Paulo, a Carioca Engenharia deu a Cabral um total de 32,5 milhões de reais em propina; a Andrade Gutierrez, 7,7 milhões de reais, apurados entre os anos de 2007 e 2014.

O MPF também indica que alguns montantes não foram repassados em espécie, mas em depósitos fracionados em contas do ex-governador, chegando ao total de 10 mil reais.

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