Presidente da Bielorrússia: A vitória de Trump não é um presente para Rússia

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O presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko, acredita que o futuro presidente dos EUA, Donald Trump, "não é presente" para a Rússia, pois ele, durante o seu mandato, prosseguirá principalmente os interesses americanos.

"Para alguém que está feliz, eu ouvi na Rússia: Trump ganhou – que bom, Hillary – que ruim, o que posso dizer é que (a eleição de Trump) não é presente", comunica a agência de notícias bielorrussa Belta, citando Lukashenko.

Segundo o presidente bielorrusso, o posicionamento geral da política dos EUA em relação à Rússia, se Clinton tivesse ganhado, estaria claro, mas quem ganhou foi Trump, candidato cujo slogan e ideia principais buscam fazer a América grande novamente. "Onde entraria a Rússia?", contesta Lukashenko.

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"Não é preciso se apressar e dizer que isto é um presente. Ao poder chegou um cidadão americano, que ama a América e que quer ver este país ainda mais poderoso do que agora”, sublinhou ele.

"Mas qual será o lugar dos governos globais e do nosso [da Bielorrússia] eis a pergunta. Espero que não nos percamos nesse turbilhão. E nem se preocupem, não nos perderemos", assegurou o líder bielorrusso.

Aleksandr Lukashenko acredita que a relação com os Estados Unidos melhorará e se mostra esperançoso que Minsk e Washington progridam em seus diálogos.

"Temos um bom negócio com os americanos. Mantemos contato com eles, estamos conduzindo este diálogo, preservando plenamente a nossa soberania e independência. Eles perceberam que a questão ‘com a Rússia ou com o Ocidente’ não precisa ser contestada", disse ele na segunda-feira durante viagem de negócio à região de Mogilev.

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Desde 2008 a Bielorrússia não tem embaixador dos Estados Unidos. As partes diminuíram o pessoal das embaixadas para cinco pessoas em 2008, depois que os EUA aplicaram sanções econômicas contra a Bielorrússia. Ultimamente, as relações entre a Bielorrússia e o Ocidente melhoraram graças à posição assumida por Minsk na resolução do conflito no leste da Ucrânia.

EUA suspenderam as sanções contra uma lista de empresas bielorrussas, mas as restrições, todavia, estão sendo aplicadas a alguns representantes bielorrussos e a empresa Belvneshpromservice. Em setembro, Lukashenko declarou que as partes concordaram em resolver o problema da falta de embaixador no país em breve. Segundo ele, o novo embaixador dos EUA chegará em Minsk após a eleição presidencial nos EUA.

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